sábado, 26 de janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Orquestra Popular da Bomba do Hemetério - #CabeçaNoMundo [2012]


Após três meses escrevendo as músicas e arranjos e duas semanas gravando em estúdio, a orquestra composta por 21 músicos e 6 técnicos traz um novo trabalho com 12 faixas, sendo seis instrumentais e seis com letras. Maestro do Forró, quem comanda a OPHB, disse que "após 10 anos de existência, observamos a mudança na autoestima das pessoas do bairro, dos recifenses e do Brasil como um todo e tudo isso está em Cabeça."
Segundo Renato Teodoro, percussionista, viagens para fora do país também tiveram influência neste álbum. "Fomos para Cuba, Europa e Estados Unidos. Com isso trouxemos novos ritmos e batidas, mas ainda somos muito enraizados no Recife," afirmou o músico.
#CabeçaNoMundo conta com três participações especiais. Para Maestro Forró, a com Lirinha foi a mais inusitada: "Sempre tive uma vontade de ouvir Lirinha cantando frevo de bloco tradicional, com aquela voz teatral dele. E ele sempre quis cantar uma música sobre o Recife e com isso nasceu a nona faixa, Recife Iluminado."
Com Fred04, a orquestra fez um novo arranjo de Meu Esquema, um dos hits de Mundo Livre S/A, tornando-a um frevo com um pouco de forró no meio. Já o professor Marco Cesar e seu bandolim participam de Formigando, música composta em homenagem ao Mestre Formiga, Ademir Araújo.

(Via JC Online)





Download: #CabeçaNoMundo [2012]

Músicas:
01 - Frevo de bolso
02 - Rainha se coroou
03 - Tô doidão
04 - Formiguiando
05 - Fole assoprado
06 - Meu esquema
07 - Chey de dengo
08 - Oia a virada
09 - Recife iluminado
10 - Vamos cirandar
11 - Cabeça no mundo (remix)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lula falando a história do bloco Tá'Qui Pr'Ocês (2012)



Tá'Qui Pr'Ocês

Prévia: 02/02  Concentração a partir das 12h.
Segunda de Carnaval: 11/02 Concentração a partir das 9h.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Daniel Marques - Carnaval de Perneta [2012]




O disco traz dez composições autorais, passeando por ritmos que vão do maracatu e frevo ao forró, em que se destaca o viés percussivo do violão de sete cordas do carioca Daniel, líder da Orquestra Frevo Diabo, que já havia ganhado o “Prêmio da Música Brasileira” (2010).
Neste seu disco-solo, o violonista e o artista são bem-intencionados. O primeiro, competente, e o segundo, digno de nota, atreve-se ao risco. Aqui não se discute a originalidade, não chego a tanto. Em “Carnaval de Perneta” (ótimo título) percebem-se passagens excelentes, mas, no contexto geral, é um pouco maçante. Afirmo, sem a convicção, já que ficamos à mercê de nosso gosto pessoal. Por isso, tenho medo de fazer um juízo medíocre, precipitado e, talvez, fadado ao óbvio, já que toda novidade assusta, expulsa, incomoda. Mas, na minha idade, acho que não há mais tempo nem esperança para novas descobertas. Pelo menos as sonoras. O violão dele é esquisito (nervoso e desvairado , como me dizem na contracapa). As surpresas, no entanto, não bastam ser somente surpresas, há que se encantar, seduzir. E tal química, nosso Daniel não consegue alcançar na maioria das faixas. Quando tenta ser mais suave, parece obter melhores resultados. A aspereza não me anima.  As sincopadas predispõem a uma espécie de caos nos acordes. Incomoda mais que desagrada. Mas tem classe e por vezes enleva, mesmo em repetições rítmicas meio angustiantes. Enfim vale conferir, mormente quem é atraído por novidades e, em particular, aos especialistas do instrumento que, poderão, melhor do que eu, chegar a uma conclusão: inovação ou maluquice. 

Por Marcio Paschoal






Download: Carnaval de Perneta [2012]

01 - Pé-de-Cabra
02 - Moskiitos
03 - Danado de Raiva
04 - Tontêra
05 - Pra Ela
06 - Maracatu No Maraca
07 - Brinquedo do Mundo
08 - Impossíveis Lugares
09 - Ciranda das Formigas
10 - Pólvora

domingo, 29 de janeiro de 2012

História do Bloco T'áqui Pro'cês por Luiz Silva




O T'áqui Pr'ocês nasceu em 1985, na madrugada da quarta-feira de cinzas desse mesmo ano.

Eu estava em casa meio arretado com a Prefeitura de Olinda, que pouco proporcionava para os foliões e ficávamos sem opções de brincar , pois os blocos que existiam eram violentos. Foi quando chegou da rua uma cunhada minha, com uma blusa preta e nela existia um desenho de um boneco soltando dedo e escrito: AQUI PARA VOCÊS.
Daí surgiu a ideia de fazer um bloco de amigos para podermos brincar nos carnavais futuros. Na manhã da quarta-feira fui ao bar de Toinho Mutreta e Newtinho, que ficava na Bairro do Amparo onde lancei a ideia , que foi totalmente aprovada. Lembro que estavam presentes : Newtinho , Mutreta , Amaro, Fredinho meu irmão querido, e aí mantivemos o dedão que era símbolo de nossa revolta contra a prefeitura e o nome que foi a junção do AQUI PARA VOCÊS que virou T'ÁQUI PR'OCÊS , representando este nome a intenção de que o bloco está aqui para vocês se divertirem. Também foram definidas as cores do bloco em preto, verde florescente e laranja.
A brincadeira deu certo e são 27 anos de muita animação nas ruas de Olinda.
Como único presidente do bloco durante esses anos, costumo dizer que na realidade , somos todos presidentes, foliões e tudo mais, pois fico extremamente feliz, de ver tanta identificação no meio de tantas gente diferente e reverencio a todos que participam, pois como diz o nosso hino, vamos à rua para cair de tanto amar, e mesmo tendo homem , mulher e menino, Tuim e Sarara , os muitos se tornam um só , num momento mágico de muita alegria.

Luiz Silva

HINO DO BLOCO
COMPOSITOR: MARCUS VINITHIUS MENDES PRATES ( MARCÃO )

HOJE EU CAIR DE TANTO AMAR
E VOU SAIR PRA DESFILAR
FANTASIADO DO QUE DEUS DARÁ
DE DIABO ENDIABRADO , DE ANJO MAL EDUCADO, OU PAXÁ DE BAGDÁ.
O NOSSO BLOCO VEM COM TUDO DE CIMA
GENTE BOA , GENTE RUIM
TEM TUIM E SARARÁ , VEM MULHER , HOMEM E MENINO,
SUBINDO E DESCENDO A LADEIRA
SÓ PARA NA BEIRA DO MAR
E CARNAVAL SÓ TEM NUM MÊS,
EU DEIXO QUE QUISER FALAR
EU BEBO UMA, BEBO DUAS , BEBO TRÊS,
T'ÁQUI PRA MIM, T'ÁQUI PRA NÓS
T'ÁQUI PR'OCÊS


O bloco desfila todos os anos nas ladeiras de Olinda no sábado anterior ao período de momo e na segunda-feira de carnaval, sempre no horário da manhã.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Troças Carnavalescas de Olinda

Troças Carnavalescas de Olinda
Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br

As troças carnavalescas ou troças carnavalescas mistas são pequenas agremiações, menores em estrutura que os blocos ou clubes de frevo, organizadas por um grupo de amigos, que saem pelas ruas das cidades, normalmente durante o dia, animando os foliões nas festas de Momo.

São conhecidas também como levanta poeira, uma vez que saem arrastando um grande número de foliões por onde passam. Formadas com a intenção de brincar e zombar com os mais diversos temas possuem muita criatividade e nomes irreverentes, que provocam o riso e o divertimento.

A palavra Mista na troça significa que dela podem participar tanto homens, quanto mulheres.

No final do século XIX e início do XX, quando surgiram as agremiações carnavalescas no Recife e em Olinda, havia uma distinção bastante rígida quanto aos papéis assumidos por homens e mulheres, daí existir algum sentido que os homens se vestissem de mulher no Carnaval. Hoje, a não ser algumas poucas agremiações e aquelas que fazem brincadeira com o conceito de gênero, como as Virgens de Olinda, por exemplo, as troças e os clubes carnavalescos são mistos.

No carnaval de Olinda, conhecido nacional e internacionalmente como uma das mais animadas festas populares de rua do mundo, há uma grande quantidade de troças, originárias de grupos que resolvem brincar, se divertir e troçar.

As primeiras troças olindenses surgiram no começo do século XX. No início, havia muitos grupos carnavalescos improvisados, havendo pouca brincadeira organizada.

Em 1910, composta por jovens moradores da Cidade Alta, surgiu a Troça Carnavalesca Mista Papudinho, que saía da Rua do Bonfim e só participou de dois carnavais, encerrando suas atividades em 1911. Alguns dos seus integrantes fundaram, posteriormente, o Clube Vassourinhas de Olinda.

Também no carnaval de 1910, apareceu a Troça Carnavalesca Mista Bonequinho, organizada por moradores da praia dos Quatro Coqueiros, com a colaboração de pescadores do local, e da praia dos Milagres, além de veranistas que ainda permaneciam em Olinda, na época da folia. Com várias interrupções e mudança de local, terminando na Ilha do Maruim, a troça desfilou pela última vez no ano de 1944.

A Troça Infantil Bengalinha, composta por alunos do professor Marcolino Botelho, surgiu em 1911. Seu nome originou-se do hábito que tinha o severo professor, de bater com a bengala nos alunos que não respondiam certo às suas perguntas. A troça saía da Rua do Amparo, com as crianças caprichosamente fantasiadas por suas mães. Quando passavam em frente da casa do professor tiravam os chapéus e faziam um cumprimento. A troça desfilou por um período de cinco anos, não consecutivos.

Fundada em 1914, pelo carnavalesco Pulu (Apolinário Gomes da Silva), na praia dos Quatro Coqueiros, a Troça Carnavalesca Mista Os Pescadores participou do carnaval até 1923, ficando sem desfilar por aproximadamente três anos nesse período. Congregava os pescadores que moravam na costa ao longo do istmo entre Olinda e o Recife, por isso muita gente pensava que a troça pertencia à localidade da Ilha do Maruim.

Criada em 1920, a Troça Carnavalesca Mista Caçadores teve sua primeira sede nos Quatro Cantos, passando a desfilar depois no Guadalupe e na Estrada de Paulista. Os participantes desfilavam sempre com fantasias de caçador, composta por bornal, espingarda e apetrechos de caça, mudando apenas as cores. Não existia mais no carnaval de 1931.

A Troça Carnavalesca Mista Cariri é uma das mais antigas agremiações do Carnaval de Olinda. Fundada no dia 15 de fevereiro de 1921, abre o carnaval da cidade desfilando sempre às 4h da madrugada do domingo de Carnaval. Sua sede fica na Praça Conselheiro Miguel Canuto, no Guadalupe e seu nome é uma homenagem ao velho “Cariri”, apelido de um antigo vendedor do Mercado de São José, no Recife, que até hoje continua como símbolo da troça.

Criada no ano de 1922, em Floresta, na Estrada de Paulista, a Troça Carnavalesca Mista Destemidos, era basicamente formada por trabalhadores do ramo da carne verde. Seu primeiro estandarte de 1922, foi substituído por outro, confeccionado por alunas do Colégio Santa Teresa, em 1928. O símbolo da troça era um lobo, sendo por isso seus integrantes chamados de Lobos da Floresta. Tendo como seu maior rival troça Caçadores, os Destemidos fizeram sua última apresentação em 1946.

Fundada em 1925, a Troça Carnavalesca Prato Misterioso foi uma das maiores troças do carnaval de Olinda, principalmente porque sempre se apresentava com uma boa orquestra. Seus anos de glória foram nas décadas de 1930 e 1940, quando tinha como seu principal rival a Troça Carnavalesca Mista Pão da Tarde, criada em 1943, na Ilha do Maruim. A Pão da Tarde nasceu de uma dissidência da Prato Misterioso e tinha como grande sonho desbancar seu principal concorrente, mas nunca conseguiu.

Uma turma de rapazes do bairro dos Milagres criou, em 1932 a Troça Carnavalesca Donzelinhos dos Milagres, que ficou famosa no carnaval da cidade sem nunca ter tido uma diretoria organizada. Não era permitida a participação de mulheres e as fantasias da troça eram sempre baseadas em roupas infantis. Antes da sua saída, às 7h da manhã, era servido um sarapatel com muita bebida. Durante 25 anos, os Donzelinhos só deixaram de se apresentar por duas vezes: em 1943, por causa da convocação de participantes para a Segunda Guerra Mundial e, em 1956, quando um dos membros da troça foi assassinado. Sua última apresentação ocorreu no Carnaval de 1957.

Localizada na Rua do Sobrado dos Arcos, nº 174, surgiu em 1933 a Troça Carnavalesca Mista Bolinha de Ouro, composta por um grupo de crianças que saía pelas ruas batucando em latas velhas. Passou depois a sair da Rua do Guadalupe, nº 167, sendo uma animada agremiação do carnaval olindense. Seu estandarte era da cor vinho com adornos em metal dourado. Com mais de sessenta participantes, a troça só se apresentou duas vezes, encerrando suas atividades, em 1935, por falta de recursos financeiros. Seu principal rival era a troça Abanadores, de Severino Parafuso.

Criada em 1934, por dissidentes do Clube Lenhadores, a Troça Carnavalesca Mista Pavão de Ouro iniciou suas atividades no bairro do Farol, mudando-se, na década de 1940, para a Ilha do Maruim, com sede social própria localizada na Rua Campos Sales, n.118. Apresentava-se com bonitas fantasias e boas orquestras, mas seu sonho era mudar de categoria para concorrer com o grande rival Lenhadores, o que não conseguiu, encerrando as atividades em 1950.

Fundada na Rua dos Tocos, em 1938, a Troça Carnavalesca Mista Verde Linho era composta basicamente por vendedores ambulantes, trabalhadores e donas-de-casa. No início, saía pelas ruas com uma batucada, mas depois passou a desfilar com fantasias simples e criativas, além de orquestra de frevo. Apesar de pequena, a troça fez sucesso no carnaval olindense. Sua última apresentação ocorreu no Carnaval de 1966.

Na década de 1940, surgiram diversas troças, algumas importantes, como a Pitombeira dos Quatro Cantos (1947), hoje uma das maiores e mais animadas de Olinda.

Em 1945, no bairro do Guadalupe, na Cidade Alta, foi criada a pequena Troça Carnavalesca Mista Estrelinha, formada na sua maioria por crianças e que só fizerem duas apresentações, em 1945 e 1946, e a Troça Carnavalesca Mista Combate, cujo nome era uma alusão à II Guerra Mundial (1939-1945), idéia do porta-bandeira do Clube Vassourinhas, o folião Faustino, cuja primeira apresentação foi realizada próximo à sede do Clube. Possuía uma boa orquestra de frevo e foi a primeira agremiação a divulgar suas promoções pichando o chão de ruas e avenidas da cidade, uma vez que, por ser de pequeno porte, não tinha muita atenção da imprensa.

A Troça Carnavalesca Mista Remadores, foi criada em 1948, e além da exibição em dois carnavais da cidade (1948-1949), organizava festas dançantes para os jovens da comunidade.

De forma improvisada, surgiu em 1950, a Troça Carnavalesca Pijama, formada só por homens. Seus componentes se apresentavam de pijama listrado e tamanco pelas ruas da Cidade Alta. Devido a diversas confusões ocasionadas pelo excessivo consumo de bebidas alcoólicas por parte dos seus integrante, teve pouca duração.

Ainda na década de 1950, no ano de 1957, surgiu a Troça Carnavalesca Mista Dona Sinhá, formada por um grupo de autênticos carnavalescos de Olinda, que brincavam mascarados. Um deles parecia com a figura de Dona Sinhá, daí o nome da troça. As suas melhores apresentações foram realizadas nos anos de 1957 e 1959. Com um estandarte improvisado no início, passou depois a sair com outro, nas cores vermelha e amarela, criado por seus dirigentes.

No ano de 1960, surgiram, entre outras, as seguintes troças carnavalescas mistas: Girafa, no bairro do Guadalupe, formada por cerca de cinquenta pessoas, que se apresentavam levando a alegoria de uma girafa gigante e uma boa orquestra de frevo. Seu último desfile aconteceu em 1965; Cheguei Agora, formado em sua maioria por foliões do Clube Toureiros de Santo Amaro, do Recife, de onde se afastaram aborrecidos. Desfilava também no Recife, chegando a ser campeã na sua categoria com o tema Carnaval Antigo. Em Olinda, saiu pela primeira vez da Rua Manoel Borba; Timbu, de início localizada no bairro de Jatobá e depois na Av. Joaquim Nabuco, nº 148, Estrada de Paulista, era composta por crianças e adultos, principalmente moradores da comunidade. Foi fundada por antigos membros do Penarol Futebol Clube que havia sido extinto, encerrando sua participação no Carnaval em 1964; Passando a Vassoura, originária da Rua das Belas Artes, cujos componentes eram, além dos jovens da localidade, pescadores e peixeiros que haviam feito parte do Clube Lenhadores e tinha como principal rival a troça Cachorro do Farol, criada em 1963, por um grupo de pessoas da classe média da cidade, que brincava o carnaval com uma máscara de cachorro.

Uma das mais tradicionais troças carnavalescas de Olinda, a Ceroula, foi fundada em 1962, como uma dissidência da Pijama. Só se apresenta pelas ruas da Cidade Alta e, durante o desfile, distribui batidas de frutas regionais para os foliões. Sai no sábado e na terça-feira de Carnaval. Antes da primeira saída, servem uma feijoada e da segunda, uma peixada para seus associados. Mantém até hoje a tradição de não aceitar mulheres no seu cordão e sua fantasia é composta por chapéu de palha, camisa de malha, ceroula e sandália.

Criada em 25 de fevereiro de 1965, pelo garçom Isaías Ferreira da Silva, o Batata, a Troça Carnavalesca Bacalhau do Batata é considerada a mais original das agremiações que saem após o Carnaval em Olinda. A troça sai na manhã da Quarta-Feira de Cinzas, do Alto da Sé, pelas ruas da Cidade Alta, sendo acompanhada por foliões que trabalharam durante a folia, principalmente motoristas, garçons, policiais e outros profissionais que não puderam brincar durante o Carnaval. O estandarte da troça é composto pelos principais ingredientes de uma bacalhoada. Vestidos com camisas de malha e chapéu, os foliões caem na folia com muito frevo e também uma escola de samba, anunciando a saída com muitos fogos para chamar a atenção da população.

Outra troça carnavalesca tradicional de Olinda é A Mulher do Dia, criada em 13 de dezembro de 1967, para “acabar com a solidão de tantos carnavais do Homem da Meia Noite”, um Clube de Alegoria Misto que foi troça de 1932 a 1936. A Mulher do Dia é uma calunga gigante e as cores da agremiação são o azul, que representa Iemanjá, e o amarelo, representando Ogum. Para alguns artistas de Olinda a boneca da troça é a Mona Lisa da cidade.

Na década de 1970, surgiram, entre outras, as seguintes troças carnavalescas mistas para animar o carnaval em Olinda: Pavão Misterioso (1974), na Avenida Presidente Kennedy, que tornou-se um clube de 2ª categoria, chegando a ser campeã do carnaval recifense em 1981; A Burra (1974), do bairro do Rosário que sai na segunda-feira de Carnaval; Menino da Tarde (1975), do bairro do Guadalupe, que se apresentam no sábado de carnaval com uma boa orquestra. O primeiro boneco da troça foi confeccionado pelo artesão Julião e o segundo pelo folião Silvio do Amaro Branco; Cachorrão, que tem como ponto de saída a casa nº 104, da Ladeira do Varadouro, no Sítio Histórico de Olinda e distribui bebida de graça para os foliões; Barca Furada (1979), composta na sua maioria por rapazes moradores da Cidade Alta, que gostavam de discutir futebol em frente ao antigo cinema Duarte Coelho e que, em 1981, homenagearam o Sport Club do Recife, campeão pernambucano de 1980; John Travolta (1979), formada por crianças do bairro do Guadalupe, que no início saía pelas ruas fazendo batucada e conduzindo um boneco gigante confeccionado por Julião (conhecido como Julião dos Bonecos), e depois outro feito por Silvio do Amaro Branco, os mesmos autores da Menino da Tarde.

Criada em 1980, a Troça Carnavalesca Mista Barba Papa foi idealizada e organizada por jovens foliões ligados a famílias de carnavalescos olindenses e cujo principal atrativo é o boneco Barba Papa, com 3,5 metros de altura, confeccionado pelo artesão Julião dos Bonecos. A agremiação sai às ruas com cerca de cem a 120 integrantes e cinquenta músicos, alguns da Escola de Samba Preto Velho.

A Troça Carnavalesca Mista Tarados da Sé, foi fundada no dia 11 de novembro de 1987, por músicos e artistas de Olinda que se inspiraram na música Tarados da Sé, composta por Lourenço Gato, Luciano Padilha e João Sales. A troça se apresenta com um boneco gigante e arrasta milhares de foliões pelas ruas da Cidade Alta.

Criada em 1993, a Troça Carnavalesca Mulher na Vara surgiu de uma brincadeira: naquele ano uma moça sofreu uma queda, em plena folia, ficando sem poder andar. Para transportá-la em meio à multidão, dois rapazes resolveram improvisar arranjando um pedaço de pau para ajudá-la. Por onde passavam os foliões gritavam “olha a mulher na vara”, nascendo assim a troça. Hoje o grupo se apresenta carregando uma vara de cinco metros e com orquestra de frevo.

Misturadas aos clubes, afoxés, caboclinhos, maracatus, bonecos gigantes – uma das marcas mais conhecidas do Carnaval olindense – escolas de samba e muito frevo, troças carnavalescas são criadas anualmente e continuam, desde 1910, animando a folia pelas ladeiras da cidade, com muito humor, alegria e criatividade.

Recife, 17 de janeiro de 2011.

FONTES CONSULTADAS:

AGREMIAÇÕES. Disponível em: http://portalolinda.interjornal.com.br/agremiacoes.shtml. Acesso em: 11 jan. 2011.

ATAÍDE, José. Olinda, carnaval e povo: 1900-1981. Olinda, PE: Fundação Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, 1981.

BANHOLZER, Marília. Troças carnavalescas: a magia está no nome, JC Online, 8 fev. 2010. Disponível em: http://jc.uol.com.br/canal/carnaval-2010/noticia/2010/02/08/trocas-carnavalescas-a-magia-esta-no-nome-213431.php. Acesso em: 11 jan. 2011.

LACERDA, Ângela. Troça carnavalesca leva irreverência às ruas de Olinda. Disponível em: http://carnaval.uol.com.br/noticias/recife-olinda/2008/02/04/ult4469u18723.jhtm. Acesso em: 11 jan. 2011.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

GASPAR, Lúcia. Troças carnavalescas de Olinda. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Orquestra da Troça Ceroula de Olinda

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Catálogo de Agremiações Carnavalescas do Recife e Região Metropolitana


No documento estão identificados os grupos registrados no Cadastro e Contagem Geral das Agremiações que tiveram participação nos carnavais da cidade entre 2001 e 2009, em trabalho realizado pela Comissão dos Ciclos Culturais e da Casa do Carnaval.Escrito em português e inglês, o livro contém a história dos clubes de frevo, troças, escolas de samba, maracatus e caboclinhos.

Link: Catálogo de Agremiações Carnavalescas do Recife e Região Metropolitana

sábado, 21 de janeiro de 2012

Antonio Nóbrega - Na pancada do ganzá [1996]




Faixas:
01-Loa de abertura
(Folclore)
02-Vinde, vinde, moços e velhos
(Folclore)
03-Truléu da Marieta
(Folclore)
04-A vida do marinheiro
(Folclore)
05-Truléu, léu, léu, léa
(Folclore)
06-Serenata suburbana
(Capiba)
07-Marcha da folia
(Raul Moraes)
08-Boi castanho
(Getúlio Cavalcanti)
09-O romance de Clara Menina com D. Carlos de Alencar
(Folclore)
10-1º Movimento do Concerto de Bach em ré menor para rabeca e flauta
(Bach)
11-Desassombrado
(Antônio Nóbrega)
12-Mexe com tudo
(Levino Ferreira)
13-Minervina
(Marcelo Varella, Antônio Nóbrega)
14-Mateus embaixador
(Antônio Nóbrega)
15-Na pancada do ganzá
(Wilson Freire, Antônio Nóbrega)
16-Despedida
(Folclore)

Orquestra do Maestro Oséas - Frevo no Bairro do Recife

Ótimo vídeo de uma ótima orquestra executando uma bela música! Obrigado ao autor do vídeo!


sábado, 5 de março de 2011

Som da Terra - Te Vira no Frevo [2011]



Faixas:
01- Fuá
02- Cometa Mambembe
03- Exagerado
04 - Frevo Som da Terra
05- Whisky a Go Go
06 - Sonífera Ilha
07 - Em Plena Lua de Mel
08 - Balança o Saco
09 - Ciúme
10 - Só você
11- Sonho Pernambucano
12- O galo no céu

Som da Terra - Na terra ou no céu o maior carnaval [2008]



Faixas:
01 - O galo no Céu
02 - Balança o Saco
03 - Frevo Som da Terra
04 - Pegando Fogo
05 - Arrepiou
06 - Olinda Capital
07 - Pelas Ladeiras
08 - Tutti Energia
09 - Atrás do Bloco
10 - No meio do Mundo
11 - Pega Leve Menina
12 - Amor que fica
13 - Sonho Pernambuvano
14 - Recife Terra do Galo

terça-feira, 1 de março de 2011

SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007)


100 Anos do Frevo

A data de 9 de fevereiro foi oficializada como o dia de nascimento do frevo, tomando-se como referência a primeira vez que a palavra foi publicada na imprensa pernambucana, uma descoberta do pesquisador Evandro Rabelo, no extinto Jornal Pequeno, de 9 de fevereiro de 1907, na coluna Carnaval sobre um ensaio do bloco Empalhadores do Feitosa : “...O seu repertório é o seguinte: marchas: “Priminha”, “Empalhadores”, “Delícias”, “Amorosa”, “O Frevo”, “O Sol”, “Dois Pensamentos”...” Nesta época “frevo” ainda não designava um gênero musical, mas a folia, um frege, um forrobodó, como se lê no Jornal do Commercio, do Recife, em 2 de fevereiro de 1921: “Todo mundo comprava alguma coisa para os três dias de momo, dando a entender que o frevo vai ser colossal”, ratificada por esta nota, no mesmo jornal, em 31 janeiro de 1935: “Realizou-se ontem em Campo Grande mais um ensaio do Maracatu Estrela Brilhante. O frevo foi bem concorrido”, ou seja, usava-se a palavra até para um batuque de maracatu de baque virado.

Embora não se saiba com exatidão o ano exato em que o dobrado, a polca, o maxixe, amalgamaram-se para se tornar uma nova música, não se tem dúvida de que “frevo” deriva-se de “frever”, corruptela fazendo a marcação em moto contínuo, o pode ser aqui conferido com Alceu Valença cantando O Homem da Meia-Noite, famoso personagem do carnaval de Olinda (composição dele e Carlos Fernando, produtor deste álbum).

O frevo pernambucano teve seu apogeu, como música radiofônica de meados dos anos 50 a fim dos 60, quando era lançado pela Gravadora Rozenblit, que iniciou suas atividades em 1953 (fechou as portas em meados dos anos 80). Até então os frevos eram gravados no Rio, nem sempre com resultados aprovados pelos especialistas). Foi a partir da Rozenblit que Capiba e Nelson Ferreira tiveram grande parte de sua obra registrada em vinil, e que o cantor Claudionor Germano tornou-se quase sinônimo de frevo. O gênero entrou num processo de estagnação com a falência da Rozenblit. Em 1969, no entanto, com “Atrás do Trio Elétrico”, Caetano Veloso suscitou discussões no Recife. Esta música era frevo? O frevo deveria ser modernizado? Deveria, disseram Carlos Fernando e J.Michiles, que compuseram frevos-canção com sabor pop e temática contemporânea, tais como Tempo folião, parceria de Carlos Fernando com Geraldo Azevedo, que a interpreta, e a citada “O Homem da Meia-Noite”. J.Michiles comparece com “Me Segura Se Não Eu Caio”, na voz de Ney Matogrosso.

Apesar dos puristas, o frevo tem alguns clásicos compostos fora de Pernambuco, e aqui estão “Frevo Diabo” (Chico Buarque e Edu Lobo), cantado por Edu Lobo, “Frevo Rasgado” (Gilberto Gil e Bruno Ferreira), na voz de Elba Ramalho, e o polêmico “Atrás do Trio Elétrico”, interpretado por Silvério Pessoa, ele também um revitalizador do gênero, com o disco “Micróbio no Frevo” (Genival Macedo), aqui cantada por Gilberto Gil. Capiba começou a modernizarr seu frevo com “De Chapéu de Sol Aberto” (com Ferreira dos santos) , de 1972, regravado por Vanessa da Mata. Esta evolução de uma música que nos anos 80 esteve ameaçada de tornar-se uma espécie de dixieland para turista, culminou com o surgimento, três anos atrás, da Spokfrevo Orquestra. Inaldo Cavalcanti, o maestro Spok (pelas orelhas de lóbulos pontudos como as do personagem doutor Spock, do seriado de TV), chegou com uma nova concepção de arranjos e orquestração, tocando frevo para ser também ouvido, não apenas dançado. Na Spokfrevo Orquestra todos os músicos têm direito a improvisações. Escutem neste disco o arranjo para “Último Dia”, de Levino Ferreira, guiada pela guitarra, com espaços para variações do tema por os instrumentos.

Nesta pisada, os foliões vão continuar a bradar o grito de guerra “Olha o Frevo” ainda por muitos e muitos carnavais, e o frevo marchará para mais um centenário. Quem viver, fará o passo!

José Teles (jornalista, crítico de músico, pesquisador, autor de, entre outros, do livro Do frevo ao manguebeat, pela Editora 34).[fonte]

Links:
SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007)

Faixas:
• CD 1 (Instrumental)
01 Três da Tarde (Lídio Macacão)
02 Aninha no Frevo (Clóvis Pereira)
03 Frevo da Meia-Noite (Carnera)
04 Duas Épocas (Edson Rodrigues)
05 Luzia no Frevo (Antonio Sapateiro)
06 Mordido (Alcides Leão)
07 Último Dia (Levino Ferreira)
08 Nilinho no Passo (Duda)
09 Duda no Frevo (Senô)
10 Gostosão (Nelson Ferreira)
11 Passo de Anjo (João Lyra / Spok)
12 Freio a Óleo (José Menezes)
13 Cabelo de Fogo (Nunes)
14 Fantasia Carnavalesca (Matias da Rocha / Joana Batista)

• CD 2
01 Micróbio do Frevo (Genival Macedo)
02 Frevo nº 1 (Antônio Maria)
03 Energia (Lula Queiroz)
04 Valores do Passado (Edgard Moraes)
05 Homem de Meia Noite (Carlos Fernando / Alceu Valença)
06 De Chapéu de Sol Aberto (Capiba)
07 Tempo Folião (Carlos Fernando / Geraldo Azevedo)
08 Frevo Rasgado (Gilberto Gil / Bruno Ferreira)
09 Me Segura se Não eu Caio (J. Michiles)
10 Último Regresso (Getúlio Cavalcanti)
11 Frevo Diabo (Edu Lobo / Chico Buarque)
12 Atrás do Trio Elétrico (Caetano Veloso)
13 Frevo nº3 (Antônio Maria)
14 Bom Danado (Luiz Bandeira / Ernani Seve)
15 Madeira que Cupim não Rói (Capiba)
16 Evocação nº1 (Nelson Ferreira)
17 Aurora de Amor (Romero Amorim / Maurício Cavalcanti)

Executado pela SPOK FREVO ORQUESTRA

Bateria: Adelson Silva
Baixo: Hélio Silva
Guitarra: Renato Bandeira
Percussão: Dedé, Augusto Silva
Trompetes: Enok Chagas, Pêto, Lampadinha, Papalégua, Germerson Neto e Fábio Costa
Sax: Spok, Gilberto Pontes e Gilmar Black

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Cariri Olindense - Documentário

Documentário contando a história da T.C.M O Cariri Olindense, fundada no dia 15 de Novembro de 1921. E na sequência o Desfile da troça pelas ladeiras de Olinda. Confiram os vídeos e confiram ao vivo em Olinda na madrugada do sábado para o domingo de carnaval, no largo do Guadalupe.





sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Claudionor Germano - Frevo Canção

Download: Frevo Canção

Faixas:
01-micróbio no frevo
02-pimenta no pé
03-sol na moleira
04-pela ribeira
05-suor e sargaço
06-hino do galo
07-freviocando
08-por que saidera_
09-o tocador quer beber
10-saudades do recife
11-saudade do batata
12-todo mundo sabe
13-doce magia
14-eu e você
15-filho de gato é gatinho
16-pout-pourri

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coral Mocambo - Carnaval de Olinda


Um clássico!!!

Link: Carnaval de Olinda (link recuperado em 24/02/2011)

01 - três da tarde
02 - música, mulheres e flores
03 - elefante de olinda
04 - banho de conde
05 - olinda no frevo
06 - vamos regressar
07 - o homem da meia-noite
08 - olinda nº1
09 - bate-bate com doce
10 - cariri
11 - hino da troça
12 - regresso dos donzelinhos