domingo, 28 de maio de 2017

Sivuca - Forró e Frevo - Vol.3 (1983)




Faixas:
01. Feira de São Cristóvão (Sivuca / Glória Gadelha)
02. Eu gosto desse moço (Glória Gadelha / Sivuca)
03. Forró chorado (Sivuca / Glória Gadelha)
04. Mogeiro de cima mogeira de baixo (Sivuca / Afonso Gadelha)
05. Sábado em Jaboatão (Sivuca / Glória Gadelha)
06. Caeté (Luperce Miranda)
07. Estranho vanerão (Sivuca / Glória Gadelha)
08. Forró na gafieira (Sivuca / Glória Gadelha)
09. Caboré molhado (Sivuca / Glória Gadelha)
10. Luzia no frevo (Antônio Sapateiro)

sábado, 27 de maio de 2017

Severino Araújo - A Tabajara no Frevo (1956)



Severino Araújo de Oliveira (Limoeiro PE 1917 - Rio de Janeiro RJ 2012). Clarinetista, compositor, arranjador e maestro. Severino recebe os primeiros ensinamentos musicais de seu pai, o arranjador, mestre de banda José Severino de Araújo, conhecido como Mestre Sazuzinha, de quem passa a ser assistente com apenas 8 anos. Aos 12, começa a tocar clarinete. Quatro anos depois, muda-se com sua família para Ingá, na Paraíba, e começa a escrever arranjos para a banda local. Em 1936, é contratado para ser o primeiro clarinetista da banda da Polícia Militar de João Pessoa. No mesmo ano, entra para a Orquestra Tabajara, formada em 1934. Até 1938, a orquestra é regida pelo pianista Luna Freire, que morre e é substituído por Severino, então com apenas 21 anos de idade. Como novo comandante, decide levar seus irmãos para a banda: Zé Bodega e Jaime (no saxofone), Manuel (trombone) e Plínio (bateria). Cinco anos depois, é convocado a servir o Exército, mudando-se para Aldeia (PE). Naquele período de um ano, compõe Um Chorinho em Aldeia, regravada posteriormente por diversos músicos. Em 1945, o maestro e a Orquestra Tabajara mudam-se para o Rio de Janeiro, contratados pela Rádio Tupi. Lá assinam contrato com a gravadora Continental, pela qual gravam dois discos de estreia. O primeiro 78 rpm traz Um Chorinho em Aldeia, de um lado, e Onde o Céu Azuk É Mais Azul (João de Barro, Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro). O segundo, também de 1945, tem o registro daquele que se torna o tema mais famoso composto por Severino em toda sua carreira, o choro "Espinha de Bacalhau". No ano seguinte, o maestro e a orquestra mantêm alta produtividade, lançando seis discos. Ainda em 1946, gravam Rhapsody in Blue, de George Gershwin, em ritmo de samba, e, em 1947, Um Chorinho pra Você, outro sucesso do maestro.

Com lançamentos fonográficos constantes na passagem da década de 1940 para a de 1950, em 1941, Severino e a orquestra fazem uma série de apresentações por salões e cassinos brasileiros. Na agenda, eventos importantes, como a inauguração da TV Tupi, em 1951, em show em que a Tabajara toca ao lado da orquestra do trombonista americano Tommy Dorsey. No ano seguinte, em viagem com o cantor Jamelão, Severino e os músicos se apresentam em Paris. Após o sucesso, ele e outros músicos decidem permanecer em Paris por um ano. Em 1954, termina o contrato com a Rádio Tupi, assinando com a Mayrink Veiga na sequência. Na década de 1960, o maestro e sua orquestra são contratados pela Rádio Nacional, onde permanecem por dois anos. Em 1975, de volta à Continental, os músicos lançam a coletânea "Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara". Nas décadas de 1980 e 1990, a orquestra mantém suas atividades com shows e tem os seguintes lançamentos: "Orquestra Tabajara de Severino Araújo" e "Anos Dourados". Nos anos 2000, Severino e seu grupo lançam os álbuns "Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara" e "A Tabajara no Frevo". Com mais de 70 anos de atuação, a Orquestra Tabajara lança mais de 100 discos, entre LPs e os de 78 rpm. Em 2007, com um problema na perna, Severino passa o comando da orquestra para seu irmão, Jaime Araújo. Em agosto de 2012, o clarinetista morre no Rio por falência múltipla dos órgãos.




Faixas:
1. Zé Pereira (Tradicional / Adpt. Severino Araújo) 
    78rpm: 16.131 / 1949
2. Último Dia (Levino Ferreira) 
    78rpm: 16.321 / 1951
3. Tudo Dança (Geraldo Medeiros) 
    78rpm: 16.321 / 1951
4. A Tabajara no Frevo (Severino Araújo) 
    78rpm: 16.320 / 1951
5. Vassourinhas (Mathias da Rocha / Joana Batista Ramos) 
    78rpm: 16.120 / 1949
6. Relembrando o Norte (Severino Araújo) 
    78rpm: 16.490 / 1952
7. Assim É Espeto (Edvaldo Pessoa) 
    78rpm: 16.131 / 1949
8. Zé Carioca no Frevo (Geraldo Medeiros) 
    78rpm: 16.120 / 1949

domingo, 29 de janeiro de 2017

C.C.M. Bola de Ouro - Homenageado do Carnaval (2015)


DOWNLOAD: C.C.M. Bola de Ouro - Homenageado do Carnaval (2015)

01. Bola, Centenária de Ouro (Walmir Chagas, Seu Kayto e Roberval Ramalho) – Int. Walmir Chagas
02. Bola, Centenária de Ouro (Walmir Chagas, Seu Kayto e Roberval Ramalho) – Int. Coral
03. Minha Bola de Ouro (Zumba)
04. Regresso da Bola (Fincão)
05. Bola, Centenária de Ouro (Walmir Chagas, Seu Kayto e Roberval Ramalho) – Instrumental

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Beto do Bandolim - Folia das Cordas [2012]



Download: Beto do Bandolim - Folia das Cordas [2012]

PS. Não conseguimos achar o título das faixas. Se alguém tiver, por favor, deixe a lista nos comentários.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Orquestra do Maestro Oséas - Volume II



DOWNLOAD: Orquestra do Maestro Oséas - Volume II

01 Amparo no Frevo
02 Cariri
03 Ceroula
04 Elefante
05 Frevo nº 6
06 Frevo no Bairro do Recife
07 John Travolta
08 Lá Reine
09 Lampião
10 Menino da Tarde
11 Mistura Filho
12 Música Mulheres e Flores
13 O Baralho
14 Olinda frevo e Folia
15 Tabajara no Frevo
16 Tô a Toa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Orquestra do Maestro Oséas - Volume I



DOWNLOAD: Orquestra do Maestro Oséas - Volume I

01 Baba de Moça
02 Eu e Você
03 Envenenado
04 Show de Frevo
05 Cocada
06 A Cobra Fumando
07 Freio à Óleo
08 Frevo da Meia Noite
09 Transcendental
10 Diabo Solto
11 Pilão Deitado
12 John Travolta
13 Menino da Tarde
14 Frevioca
15 Frevo na Pracinha

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Panorama de folião: discurso e persuasão nas letras do Frevo-de-Bloco

Foto: Katarina Real



Resumo:
Este texto analisa as estratégias linguístico-discursivas desenvolvidas em letras de frevos-de-bloco, a partir da hipótese de que se trata de um gênero também caracterizado pelo discurso persuasivo, elaborado com base na lingaguem da propaganda.

Download: Panorama de folião: discurso e persuasão nas letras do Frevo-de-Bloco

domingo, 1 de janeiro de 2017

Antônio Maria: carnaval antigo...Recife



No Carnaval, minhas calças eram brancas e meus sapatos de tênis. As camisas, sempre feias, variavam. Lembro-me de uma roxa, que desbotava.

Por Antônio Maria*


No Recife, o Carnaval começava no Natal. Ou melhor, não havia Natal no Recife. A 24 de dezembro, os blocos saíam à rua, com suas orquestras de trinta a quarenta metais, seus coros de vozes sofridas, a tocar e a cantar as "jornadas" mais líricas. Chamavam-se "jornadas" alguns dos cantos carnavalescos do Recife, talvez por influência das "jornadas" dos pastoris. Agora, porque os cantos dos "pastoris" se chamavam jornadas, não sei.

Mas, na noite de 24 de dezembro, quando a gente pensava que seria uma noite silenciosa, o Vassourinhas estourava numa esquina, acordando-nos, na alma, uma alegria guerreira, impossível de explicar agora, tanto tempo e tanta fadiga são passados. Nós íamos, primeiro, às janelas, depois para a rua, até que afinal nos misturávamos ao povo, onde cada rei fantasiado, cada rainha de cetim, eram reis de verdade. Mas, reis de quê? De tudo. Da voluntariedade, do absolutismo, do amor e do futuro. O futuro de quem faziam parte.

Não se pode fazer ideia do que era o povo do Recife, solto nas ruas do Recife, após a declaração irreversível do Carnaval. Faziam parte da corte imperial mulheres morenas, que suavam, em bolinhas, na boca e no nariz. Mulheres de olhos ansiosos, presas de todos os atavismos de religião e de dor, a dançar a mais verdadeira de todas as danças – o frevo. Ah, de nada serviam suas heranças de submissão, porque o despontar do Carnaval era um grito de alforria. E seus corpos, seus braços, seus pés, teriam sido repentinamente descobertos, assim que os clarins do Batutas de São José romperam o silêncio a que os humildes eram obrigados. Tão louca e tão bela, aquela dança! Uma verdade maior que as verdades ditas ou escritas saía dos seus quadris, até então bem-comportados.

Se fosse possível descrever, em palavras, a introdução, ao menos a introdução, da marcha do clube das Pás! Mas é possível dar uma ideia do que se passava por dentro de mim, que me sentia, inopinadamente, órfão e livre, desapegado de tudo e de todos. Eu era mais que um guerreiro. Era o vento. Cada homem e cada mulher eram uma parte daquele furacão libertário. Todos se emancipavam (eu digo por mim) e se tornavam magnificamente dissolutos... porque o clarim estava tocando, porque os estandartes se equilibravam no espaço, porque o mundo, naquele exato e breve momento era, afinal, de todos.

Tudo deve estar mudado. O Carnaval do Recife talvez não seja, hoje, um desabafo. Talvez não contenha aquele desafio de homens e mulheres, livres de todas as sujeições e esquecidos de Deus. É possível que se tenha transformado numa festa, simplesmente. Talvez seja alegre e isto é sadio. Mas os meus carnavais eram revoltados. Não tenho a menor dúvida de que aquilo que fazia a beleza do carnaval pernambucano era revolta – revolta e amor – porque só de amor, e por amor, se cometem gestos de rebeldia.

Muitas vozes, de madrugada, o menino acordava com o clarim e as vozes de um bloco. Eles estavam voltando. O canto que eles entoavam se chamava "de regresso". Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino que acordava de madrugada, com as vozes de metais e as vozes humanas daquele Carnaval liricamente subversivo.

Meu quarto era de telha vã. Minhas calças, brancas. Meus sapatos, de tênis. Meu coração, inquieto. E nada tinha sido ainda explicado.


*Texto publicado em 7 de fevereiro de 1964

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Bloco da Saudade - Coral e Orquestra


Download: Coral e Orquestra


  1. Valores do passado - Madrigal - Folia geral
  2. Saudade, 30 anos
  3. Reminiscência
  4. Tributo a Bajado
  5. Recordar é viver
  6. Recife, cidade lendária
  7. Louvores
  8. Sonhos e luz
  9. Velhas batalhas
  10. Coração não envelhece
  11. Mundo em festa
  12. Carta, Toinho
  13. Carnaval da vitória
  14. Charmaine no Bloco da Saudade
  15. Recife Manhã de Sol

Bloco da Saudade - A vida é um carnaval



Download: A vida é um carnaval
  1. Risos Dourados
  2. Dois Amores
  3. Ao som do violão
  4. 35 anos de Saudade
  5. O amor vem da sorte
  6. Valores do presente
  7. A vida é um carnaval
  8. Saudoso irmãos
  9. Mágoa
  10. Pout-Pourri
  11. Alegria centenária
  12. Dia azul
  13. Aquelas rosas
  14. Recifloração
  15. Bairro dos meus amores
  16. Adeus foliões

Olinda Carnaval - Vol. 2



DOWNLOAD: Olinda Carnaval - Vol. 2

  1. La reine  -Frevo de rua - 1928 (Maestro Casaquinha)
  2. Marim dos Caetés  - Marcha de bloco - 1944 (Clídio Nigro – Fernando C. Neto – Bloco Guaiamum na vara)
  3. Sou de Olinda - Marcha de bloco -  1935 (Poeta Pindaro Barreto – Bloco Batutas de Olinda)
  4. Vamos encostar - Frevo - 1966 (Maestro Nunes)
  5. Missão da Bernadete - Marcha de Bloco - 1980 (João Santiago)
  6. Regresso da pitombeira - Frevo regresso - 1950 (Alex Caldas)
  7. Cinqüentenário de Vassourinha de Olinda - Frevo de rua - 1962 (Clídio Nigro)
  8. Rua do Amparo - Frevo Canção - 1920 (Lídio Macacão)
  9. Trinca de Az - Marcha de Bloco - 1935 (Lafaite Lopes – Wilson Vanderley)
  10. Tarde dourada - Marcha de bloco - 1944 (Macário – Bloco Camelo de Olinda)
  11. A zebra - Frevo canção - 1976 (José Carlos Rosa)
  12. Regresso do elefante - Frevo regresso - 1954 (Clídio Nigro – Fernando C. Neto)

Programa Opinião Pernambuco - Frevo


Com apresentação de Valdir Oliveira, direção de Bráulio Brilhante e produção de Josimar Paraíba e Ricardo Araújo, o Opinião Pernambuco de 18 de fevereiro de 2015 falou sobre Frevo com os seguintes convidados:
- Hugo Martins: radialista e apresentador da Universitária 99.9 FM;
- José Constantino: presidente do Conselho da Troça Abanadores do Arruda.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Coral Comcape - O Tema é Frevo - Documento (Vol. 08)


01. Apenas uma Lágrima
02. Asas de Granito
03. Exaltação ao Bloco
04. Recife de Olinda
05. Na Linha Certa
06. Pensando Bem...
07. Solidão no Marco Zero
08. Rua da Concórdia
09. Conduzindo a Folia
10. Os Blocos
11. Volta, Folia!
12. O Carnaval Não Acabou
13. Bandolim Cigano
14. Mirian Leite, O Bloco Tá Na Rua
15. Eu Sou, Eu Sou o Frevo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Inaldo Moreira - Frevos de Rua do Novo Milênio 2


  1. Narração
  2. Lucivalte no Frevo
  3. Dona Carma na Gandaia
  4. Futfolia no Novo Milênio
  5. Sem Ar é de Matar
  6. Cadê o Ventilador, Zé?
  7. Esse Apagão é uma Esculhambação
  8. Com Óleo e Sem Freio
  9. Constantino Leva a Vida no Abano
  10. Saudade de Buguá!
  11. Duda tem Sete Fôlegos, Bicho!
  12. Narração
  13. Muribola
  14. Renan Anda de Banda
  15. Só Vou de Val
  16. Lenilza na Maganagem
  17. Ou Casa ou Desce!
  18. Com Nenéu Não Tem Escarcéu
  19. Não corte meu ponto, Diógenes!
  20. Ligando as trompas
  21. Tatianíssima
  22. Olha a cabeleira do Spok!
  23. Narração





domingo, 25 de dezembro de 2016

Banda da Polícia Militar de Pernambuco - O Tema é Frevo: Turismo



  1. Eu e a Princesa
  2. Encapetado
  3. O Banjo dos Freds
  4. Isopor
  5. Exaltação a Timbaúba
  6. Trincado
  7. Jurafátima
  8. Frevo Solano
  9. Caixa Preta
  10. A Revolta da Chibata
  11. Maria Laurinda
  12. Sou Sport com Saúde
  13. Armação Musical
  14. Relembrando Nelson Luís


sábado, 24 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Coral Cemcape - O Tema é Frevo: Documento (Vol. 09)



  1. Evocação nº7
  2. Exaltação a Madeira
  3. É Hora da Manhã
  4. Estação da Alegria
  5. Belo Flabelo
  6. Suely
  7. Olinda de Recife
  8. Raios de Cristal
  9. Alegria Passageira
  10. Evoé no Paraíso
  11. Palhaço
  12. Perfume de Alma
  13. Nas Terras do Condor
  14. Um Amor de Carnaval




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Orquestra de Frevo de Bloco e Coral Levino Ferreira - O Tema é Frevo - Documento (Vol. 04)



  1. Batutas de São José
  2. Papel Crepom
  3. No Fim Dá Certo
  4. Você Não Se Lembra?
  5. Saudade, Doce Sentimento
  6. A Meu Pai
  7. Escuta, João Santiago
  8. Sonhos de um Folião
  9. Tributo ao Mestre Vivo
  10. Velhos Tempos
  11. O Guerreiro dos Blocos
  12. Guaiamum na Vara
  13. Cadê Mário Melo?
  14. Madeira de Lei
  15. No tempo das Retretas







quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Frevos para clarinete: uma história de resistência a cada passo

Lourival Oliveira


Resumo:
Numa contextualização historiográfica, procuramos evidenciar os processos sociais determinantes na constituição de um perfil identitário, que se relacionaram com a presença da clarineta nesta referida cena musical, no contexto do carnaval e do desenvolvimento da banda de música no Brasil, especificamente no Recife. Esta abordagem permitiu-nos apreender melhor a dinâmica das transformações das práticas musicais em si e a relação dos músicos com a sociedade e suas mutações. Observamos, neste caráter de dinâmica e transformação, que a música apresenta-se como um vetor de comunicação entre a sociedade, sua cultura e, consequentemente, com os componentes identitários decorrentes. Ainda fizemos algumas considerações, do ponto de vista técnico-instrumental e composicional, sobre elementos que influenciaram os componentes constitutivos destes frevos e que podem contribuir para a performance e pedagogia do instrumento, a clarineta. Apontamos para o aproveitamento do material supracitado, de forma que seja considerado mais ampla e profundamente o contexto social na formação do instrumentista. Procuramos, portanto, abordar o frevo como produto musical da banda de música. A banda foi vista como agente cultural e/ou como fonte geradora de novos gêneros e formações instrumentais no contexto do desenvolvimento da cultura pernambucana e suas influências externas. Abordamos também a presença da clarineta neste panorama musical pelo fato da existência de frevos para clarineta solo incrementar a história da clarineta no Brasil. Procuramos, neste trabalho, adequá-los aos dados coletados, sendo relevante ainda, considerar alguns fatores como: indústria fonográfica, mídia em geral, política cultural local e global que interferem diretamente no controle conceptivo da música popular. A partir deste enquadramento foram estudados diferentes universos musicais e sociais, associados à cultura pernambucana e, que de algum modo, constituem vizinhanças conceptuais para a análise quer do frevo quer da clarineta. Portanto, com evidência no caráter histórico da clarineta e do frevo, dentre as diversas categorias do gênero, focalizamos os frevos para clarineta solo e com intervenções solistas para ela, escritos por clarinetistas compositores. Observamos alguns aspectos do tratamento composicional, considerando o fato dos compositores serem clarinetistas, dentro de um elenco de clarinetistas que se destacaram no universo do frevo, quer como compositor, quer como instrumentista. Também, ressaltamos componentes interpretativos, a partir de análise de gravações, focalizando as suas contribuições para a performance instrumental.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Conjunto Romançal - Frevo de Bloco (1980)



DOWNLOAD:  Conjunto Romançal - Frevo de Bloco (1980)

01 Marcha da folia (Raul Moraes)
02 Valores do passado (Edgard Moraes)
03 Resposta (Levino Ferreira)
04 Saudade (João Valença/Raul Valença)
05 Lindas praias (Luiz Faustino)
06 Evocação nº1 (Nelson Ferreira)
07 Mágoa (Francisco Silva Oliveira[Chico Baterista])
08 Relembrando o passado (João Santiago)
09 Madeira que o cupim não rói (Capiba)
10 Aquelas rosas (Arnaldo P. Andrade)
11 O bom Sebastião (Getúlio Cavalcante)
12 Regresso (Augusto Bandeira)