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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Daniel Marques - Carnaval de Perneta [2012]




O disco traz dez composições autorais, passeando por ritmos que vão do maracatu e frevo ao forró, em que se destaca o viés percussivo do violão de sete cordas do carioca Daniel, líder da Orquestra Frevo Diabo, que já havia ganhado o “Prêmio da Música Brasileira” (2010).
Neste seu disco-solo, o violonista e o artista são bem-intencionados. O primeiro, competente, e o segundo, digno de nota, atreve-se ao risco. Aqui não se discute a originalidade, não chego a tanto. Em “Carnaval de Perneta” (ótimo título) percebem-se passagens excelentes, mas, no contexto geral, é um pouco maçante. Afirmo, sem a convicção, já que ficamos à mercê de nosso gosto pessoal. Por isso, tenho medo de fazer um juízo medíocre, precipitado e, talvez, fadado ao óbvio, já que toda novidade assusta, expulsa, incomoda. Mas, na minha idade, acho que não há mais tempo nem esperança para novas descobertas. Pelo menos as sonoras. O violão dele é esquisito (nervoso e desvairado , como me dizem na contracapa). As surpresas, no entanto, não bastam ser somente surpresas, há que se encantar, seduzir. E tal química, nosso Daniel não consegue alcançar na maioria das faixas. Quando tenta ser mais suave, parece obter melhores resultados. A aspereza não me anima.  As sincopadas predispõem a uma espécie de caos nos acordes. Incomoda mais que desagrada. Mas tem classe e por vezes enleva, mesmo em repetições rítmicas meio angustiantes. Enfim vale conferir, mormente quem é atraído por novidades e, em particular, aos especialistas do instrumento que, poderão, melhor do que eu, chegar a uma conclusão: inovação ou maluquice. 

Por Marcio Paschoal






Download: Carnaval de Perneta [2012]

01 - Pé-de-Cabra
02 - Moskiitos
03 - Danado de Raiva
04 - Tontêra
05 - Pra Ela
06 - Maracatu No Maraca
07 - Brinquedo do Mundo
08 - Impossíveis Lugares
09 - Ciranda das Formigas
10 - Pólvora

terça-feira, 1 de março de 2011

SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007)


100 Anos do Frevo

A data de 9 de fevereiro foi oficializada como o dia de nascimento do frevo, tomando-se como referência a primeira vez que a palavra foi publicada na imprensa pernambucana, uma descoberta do pesquisador Evandro Rabelo, no extinto Jornal Pequeno, de 9 de fevereiro de 1907, na coluna Carnaval sobre um ensaio do bloco Empalhadores do Feitosa : “...O seu repertório é o seguinte: marchas: “Priminha”, “Empalhadores”, “Delícias”, “Amorosa”, “O Frevo”, “O Sol”, “Dois Pensamentos”...” Nesta época “frevo” ainda não designava um gênero musical, mas a folia, um frege, um forrobodó, como se lê no Jornal do Commercio, do Recife, em 2 de fevereiro de 1921: “Todo mundo comprava alguma coisa para os três dias de momo, dando a entender que o frevo vai ser colossal”, ratificada por esta nota, no mesmo jornal, em 31 janeiro de 1935: “Realizou-se ontem em Campo Grande mais um ensaio do Maracatu Estrela Brilhante. O frevo foi bem concorrido”, ou seja, usava-se a palavra até para um batuque de maracatu de baque virado.

Embora não se saiba com exatidão o ano exato em que o dobrado, a polca, o maxixe, amalgamaram-se para se tornar uma nova música, não se tem dúvida de que “frevo” deriva-se de “frever”, corruptela fazendo a marcação em moto contínuo, o pode ser aqui conferido com Alceu Valença cantando O Homem da Meia-Noite, famoso personagem do carnaval de Olinda (composição dele e Carlos Fernando, produtor deste álbum).

O frevo pernambucano teve seu apogeu, como música radiofônica de meados dos anos 50 a fim dos 60, quando era lançado pela Gravadora Rozenblit, que iniciou suas atividades em 1953 (fechou as portas em meados dos anos 80). Até então os frevos eram gravados no Rio, nem sempre com resultados aprovados pelos especialistas). Foi a partir da Rozenblit que Capiba e Nelson Ferreira tiveram grande parte de sua obra registrada em vinil, e que o cantor Claudionor Germano tornou-se quase sinônimo de frevo. O gênero entrou num processo de estagnação com a falência da Rozenblit. Em 1969, no entanto, com “Atrás do Trio Elétrico”, Caetano Veloso suscitou discussões no Recife. Esta música era frevo? O frevo deveria ser modernizado? Deveria, disseram Carlos Fernando e J.Michiles, que compuseram frevos-canção com sabor pop e temática contemporânea, tais como Tempo folião, parceria de Carlos Fernando com Geraldo Azevedo, que a interpreta, e a citada “O Homem da Meia-Noite”. J.Michiles comparece com “Me Segura Se Não Eu Caio”, na voz de Ney Matogrosso.

Apesar dos puristas, o frevo tem alguns clásicos compostos fora de Pernambuco, e aqui estão “Frevo Diabo” (Chico Buarque e Edu Lobo), cantado por Edu Lobo, “Frevo Rasgado” (Gilberto Gil e Bruno Ferreira), na voz de Elba Ramalho, e o polêmico “Atrás do Trio Elétrico”, interpretado por Silvério Pessoa, ele também um revitalizador do gênero, com o disco “Micróbio no Frevo” (Genival Macedo), aqui cantada por Gilberto Gil. Capiba começou a modernizarr seu frevo com “De Chapéu de Sol Aberto” (com Ferreira dos santos) , de 1972, regravado por Vanessa da Mata. Esta evolução de uma música que nos anos 80 esteve ameaçada de tornar-se uma espécie de dixieland para turista, culminou com o surgimento, três anos atrás, da Spokfrevo Orquestra. Inaldo Cavalcanti, o maestro Spok (pelas orelhas de lóbulos pontudos como as do personagem doutor Spock, do seriado de TV), chegou com uma nova concepção de arranjos e orquestração, tocando frevo para ser também ouvido, não apenas dançado. Na Spokfrevo Orquestra todos os músicos têm direito a improvisações. Escutem neste disco o arranjo para “Último Dia”, de Levino Ferreira, guiada pela guitarra, com espaços para variações do tema por os instrumentos.

Nesta pisada, os foliões vão continuar a bradar o grito de guerra “Olha o Frevo” ainda por muitos e muitos carnavais, e o frevo marchará para mais um centenário. Quem viver, fará o passo!

José Teles (jornalista, crítico de músico, pesquisador, autor de, entre outros, do livro Do frevo ao manguebeat, pela Editora 34).[fonte]

Links:
SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007)

Faixas:
• CD 1 (Instrumental)
01 Três da Tarde (Lídio Macacão)
02 Aninha no Frevo (Clóvis Pereira)
03 Frevo da Meia-Noite (Carnera)
04 Duas Épocas (Edson Rodrigues)
05 Luzia no Frevo (Antonio Sapateiro)
06 Mordido (Alcides Leão)
07 Último Dia (Levino Ferreira)
08 Nilinho no Passo (Duda)
09 Duda no Frevo (Senô)
10 Gostosão (Nelson Ferreira)
11 Passo de Anjo (João Lyra / Spok)
12 Freio a Óleo (José Menezes)
13 Cabelo de Fogo (Nunes)
14 Fantasia Carnavalesca (Matias da Rocha / Joana Batista)

• CD 2
01 Micróbio do Frevo (Genival Macedo)
02 Frevo nº 1 (Antônio Maria)
03 Energia (Lula Queiroz)
04 Valores do Passado (Edgard Moraes)
05 Homem de Meia Noite (Carlos Fernando / Alceu Valença)
06 De Chapéu de Sol Aberto (Capiba)
07 Tempo Folião (Carlos Fernando / Geraldo Azevedo)
08 Frevo Rasgado (Gilberto Gil / Bruno Ferreira)
09 Me Segura se Não eu Caio (J. Michiles)
10 Último Regresso (Getúlio Cavalcanti)
11 Frevo Diabo (Edu Lobo / Chico Buarque)
12 Atrás do Trio Elétrico (Caetano Veloso)
13 Frevo nº3 (Antônio Maria)
14 Bom Danado (Luiz Bandeira / Ernani Seve)
15 Madeira que Cupim não Rói (Capiba)
16 Evocação nº1 (Nelson Ferreira)
17 Aurora de Amor (Romero Amorim / Maurício Cavalcanti)

Executado pela SPOK FREVO ORQUESTRA

Bateria: Adelson Silva
Baixo: Hélio Silva
Guitarra: Renato Bandeira
Percussão: Dedé, Augusto Silva
Trompetes: Enok Chagas, Pêto, Lampadinha, Papalégua, Germerson Neto e Fábio Costa
Sax: Spok, Gilberto Pontes e Gilmar Black

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Luiz Guimarães - Frevo na Pauta Vol 1


Luiz Guimarães - Frevo na Pauta Vol 1
01 - primeiro dia
02 - esporão do galo
03 - azulão
04 - corrúpio
05 - ligando as turbinas
06 - nostalgia de folião
07 - recife ano 2000
08 - sem freio e sem óleo
09 - nó em pingo d'água
10 - menezes no frevo
11 - lança perfume
12 - pisando em brasa
13 - passo rasgado
14 - frevo clonado
15 - na crista do galo
16 - dna do frevo
17 - veneno de cobra
18 - náutico 100 anos de glória
19 - a juba do leão
20 - capiba no frevo
21 - luana

Download: Frevo na Pauta

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Orquestra Super Oara - Capiba Cidadão Frevo


Link: Capiba, Cidadão Frevo

01 - é de amargar
02 - linda flor da madrugada
03 - a pisada é essa
04 - cala a boca menino
05 - oara no carnaval
06 - oh! bela!
07 - frevo e ciranda
08 - juventude dourada
09 - trombone de prata
10 - cidadão frevo
11 - ai que saudade me dá
12 - só pensa naquilo
13 - fuzaka
14 - capiba no frevo

sexta-feira, 25 de julho de 2008

J. Michiles - Asas do Frevo [2007]

Asas do frevo reúne maiores sucessos do compositor sendo interpretados por nomes como Maria Bethânia, Chico César, Claudionor Germano, Alceu Valença e Daniela Mercury

Em 1966, um fusquinha, objeto de desejo de todo brasileiro, custava R$ 7 milhões. Uma fortuna. Era de R$ 5 milhões o prêmio para o primeiro lugar no concurso Uma canção para o Recife, instituído, naquele ano, pela prefeitura. Não é de admirar, portanto, que 400 músicas tenham sido inscritas no certame. Praticamente todos os grandes compositores da época concorreram, inclusive Capiba.

O resultado final foi uma surpresa. A composição vencedora foi Recife, manhã de sol, de um autor desconhecido, de apenas 21 anos, chamado José Michiles da Silva. Ele só não era um estreante, porque, dois anos antes, tivera uma composição (o calipso Não quero que tu chores) como lado B de um compacto do grupo, da Jovem Guarda, Os Golden Boys (o lado A trazia Quero afagar tuas mãos, versão de I want to hold your hands, dos Beatles).

Quatro décadas depois, J.Michiles é um compositor consagrado: composições suas gravadas por Alceu Valença tornaram-se clássicos do repertório carnavalesco, não apenas pernambucano, mas brasileiro. Roda e avisa (em parceria com Edson Rodrigues), Diabo louro, Vampira, Bom demais, Me segura senão eu caio – a lista é extensa, e a parte mais expressiva dela foi reunida num disco batizado de Asas do frevo, o carnaval de J.Michiles.

O projeto nem foi concebido com pensamento na data redonda, a idéia era mais colocar lado a lado “os filhos” espalhados por discos do citado Alceu Valença, Elba Ramalho, Claudionor Germano, Almir Rouche, André Rio.

“Era um trabalho que vinha amadurecendo há bastante tempo, levei dois anos para concluir. Foi trabalho mesmo, principalmente por querer um disco bonito, bem realizado, afinal não seria apenas um CD, mas o CD da minha vida, da minha obra”, diz o compositor.

Para chegar a este CD, J.Michiles primeiramente gravou as bases e a voz-guia para enviar para os artistas convidados. Naturalmente de muitos ele é amigo. A tarefa árdua foi com os não-pernambucanos, ou os que vivem há anos fora do estado.

“Esperava que a acolhida destes artistas fosse boa, mas não tanto como aconteceu. Chico César, depois que recebeu uma composição gravada por mim, como voz-guia, me ligou de volta e confessou ter ficado honrado em participar do projeto. A empresária de Maria Bethânia disse que ela ficou emocionada com a música que mandei, Recife, um dia de sol”, conta J.Michiles.

O título Asas do frevo leva a Asas da América, projeto renovador do frevo, empreendido no começo dos anos 80 pelo compositor caruaruense Carlos Fernando, que também congregava uma ecumênica equipe formada por alguns dos maiores nomes da MPB da época. Asas do frevo repete o feito, com 20 faixas, e estrelas do porte da citada Maria Bethânia, Geraldo Azevedo, Daniela Mercury e Chico César. Repete o feito, mas não a fórmula: a sonoridade aqui é marcada pela produção de César Michiles (filho de J.Michiles), que já domina suficiente o estúdio para ter uma assinatura própria como produtor.

Um disco repleto de momentos antológicos

Um pot-pourri com trechos de algumas composições de Michiles é o aperitivo para as 19 faixas que compõem seu novo trabalho. Embora não domine as sutilezas do idioma do frevo, Daniela Mercury, acostumada a quadradice harmônica do axé, se sai bem em Saudando o Brasil, com um arranjo temperado com baianidade. Já o paraibano Chico César, com Naná Vasconcelos, vai de Recife nagô, um maracatu com uma levada que lembra Refavela, de Gilberto Gil. Irrompem metais rasgados num dos hinos do Carnaval pernambucano, Fazendo fumaça, com Fafá de Belém, grande voz, mas que canta frevo com uma suavidade que não casa com o gênero.

Vampira, com Silvério Pessoa, é interpretado como o frevo pede, com ímpeto de quem vai fazendo o passo no meio da rua apinhada de gente, e tem que puxar pelo gogó. É este ímpeto que faz os pernambucanos imprimirem mais energia nos frevos (ainda uma música paroquial, cuja linguagem só é falada sem sotaque pelos da terra). Mais metais em fúria na antológica Roda e avisa, com Elba Ramalho, cuja “pronúncia” do frevo não erra nos tempos fracos e fortes. Desnecessário dizer que Queimando a massa é perfeito com Claudionor Germano, assim como Diabo louro, com Alceu Valença, melhor tradutor da música de J.Michiles.

Que o frevo precisa de um pernambucano para ser interpretado sem que nenhuma de suas particularidades sejam esquecidas, é um fato repetido por todos os especialistas, e que aqui é ratificado por Louro Santos, em Babado da morena. Ele é compositor e cantor de brega, mas cresceu com o frevo, e sabe falar sua linguagem, mesmo não sendo estrela do Carnaval. É o que falta a Geraldinho Lins, que amacia Bom demais, um dos mais dos mais “arrastadores” e irresistíveis frevos de J.Michiles.

E aí nem é questão de potência vocal. Lula Queiroga, que não é exatamente um Caruso, traz a dose exata de “frevura” a outro clássico de Michiles, Me segura senão eu caio. O mesmo para Amelinha com Espelho doido. Completam o repertório Geraldo Azevedo, com Pernas pra que te quero, Almir Rouche, com Ponta de pata, Gustavo Travassos, com Folia do galo, Walmir Chagas e o maracatu Ribombo, e Antonio Nóbrega, com sonhos de pierrô.

O disco é fechado com a Spok Frevo Orquestra, Dominguinhos e César Michiles e o único frevo-de-rua do CD, Capibaribe. O destaque do disco é a quarentona Recife, manhã de sol, com Maria Bethânia. É certo que o frevo-de-bloco vira marcha-rancho, porém o que conta mais aqui é a interpretação pungente e definitiva da primeira-dama da MPB, na mais lírica composição de J.Michiles. Será um crime se este disco não tocar no rádio (o CD só chega às lojas na primeira semana de janeiro).

*texto escrito por José Teles



Faixas: 
01 Abertura - Victor Michiles & Coral Misto
02 Saudando O Brasil - Daniela Mercury
03 Recife Nagô - Chico Cesar & Naná Vasconcelos
04 Fazendo Fumaça - Fafa De Belem
05 Vampira - Silverio Pessoa
06 Folia Do Galo - Gustavo Travassos
07 Roda E Avisa - Elba Ramalho
08 Queimando A Massa - Claudionor Germano
09 Recife Manhã De Sol - Maria Bethania
10 Pernas Prá Que Te Quero - Geraldo Azevedo
11 Virando Bagaço - Andre Rio
12 Ponta Da Pata - Almir Arouche
13 Diabo Louro - Alceu Valença
14 Babado Da Morena - Louro Santos
15 Me Segura Senão Eu Caio - Lula Queiroga
16 Bom Demais - Geraldinho Lins
17 Espelho Doido - Amelinha
18 Ribombo - Walmir Chagas
19 Sonhos D! e Pierrô - Antonio Nobrega
20 Capibaribe - Spok Frevo Orquestra & Dominguinhos

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Spok Frevo Orquestra - Passo de Anjo (ao vivo)


Lembro da noite da gravação da apresentação que está registrada neste CD. A platéia lotada estava tão entusiasmada quanto os músicos. Por incrível que pareça, demorou pouco mais de uma hora para registrar o repertório de 12 frevos. Sendo necessário repetir, para os devidos ajustes, apenas dois frevos. Terminada a gravação, todos nós que fomos cumprimentar os integrantes da SpokFrevo Orquestra, e os próprios integrantes, sentíamos que aquele tinha sido um momento único, histórico.
(José Teles, jornalista, escritor e pesquisador de música popular.)


Download: Passo de anjo (ao vivo)

01 Passo de Anjo (João Lira / Spok)

02 Nino, O Pernanbuquinho (Maestro Duda)

03 Ponta de Lança (Clóvis Pereira)

04 Ela me disse (Luciano Oliveira)

05 Frevo Sanfonado (Sivuca / Glorinha Gadelha)

06 Folião Ausente (Sivuca)

07 Mexe com tudo (Levino Ferreira)

08 Último Dia (Levino Ferreira)

09 Frevo Aberto (Edson Rodrigues)

10 Três da Tarde (Lídio Macacão)

11 Lágrima de Folião (Levino Ferreira)

12 Vassourinhas (Matias da Rocha / Joana Batista)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sivuca - Forró e Frevo [1980]


Donwload: forró e frevo [1980]

01 Frevo sanfonado (Sivuca – Glorinha Gadelha)
02 O baile do Bio Laurinda (Sivuca – Glorinha Gadelha)
03 Queixo de cobra (Sivuca – Glorinha Gadelha)
04 Folião ausente (Sivuca)
05 Dançando em Pipirituba (Sivuca – Glorinha Gadelha)
06 Forró e Frevo (Sivuca – Glorinha Gadelha)
07 Fava de cheiro (Sivuca – Glorinha Gadelha)
08 Gostosão (Nelson Ferreira)
09 Asa branca (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)

Robertinho do Recife - Robertinho no Passo (1978)(link recuperado)


Começou a carreira cedo, como guitarrista prodígio e virtuose. Aos 12 anos já se apresentava tocando com os pés. Na sua vida profissional já fez de tudo um pouco: tocou em bandas pop nos Estados Unidos; estudou música sacra no seminário; acompanhou alguns ídolos da Jovem Guarda, como Jerry Adriani e Rosemary; tocou blues, jazz e country em transatlânticos que faziam cruzeiros pela costa brasileira; foi músico de estúdio, tocando estilos radicalmente diferentes em discos de Hermeto Pascoal, Cauby Peixoto, Jane Duboc e Os Fevers; tocou música infantil e heavy metal; lançou o disco "Rapsódia Rock", com shows que incluíam uma orquestra e em que se apresentava vestido de Mozart. Atualmente trabalha também como produtor ("Flor da Paraíba", de Elba Ramalho).[fonte]


Link: Robertinho no Passo (com Hermeto Pascoal) (1978)

Faixas:
01 Robertinho no passo (Hermeto Pascoal)
02 Nem um talvez (Hermeto Pascoal)
03 Vassourinha (Mathias da Rocha - Joana Batista Rocha)
04 Fogão (Sergio Lisboa)
05 Caboclinho (Hermeto Pascoal)
06 Frevo dos palhaços (Robertinho de Recife)
07 Arrecife (Robertinho de Recife)
08 Come e dorme (Nelson Ferreira)
09 Mundo novo (Hermeto Pascoal)
10 Abel (Hermeto Pascoal)

Ficha técnica:
Hermeto Pascoal - Piano Fender 88, Poly Moog, Oberheim, Sax Soprano
Herman Torres - Baixo, Badstone, Mutron IIIsrael Semente - Bateria, Caixa, Tímpanos
Pelé - Pandeiro
Itiberê Zwarg - Bass (tracks 1 , 8)
Sergio Boré - Percussão
Robertinho de Recife - Guitarras,Ecoplex,Mutron III,Octavider,Talk Box,Big Muff,Mutron II

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Orquestra Popular do Recife - Olha o Mateus! (2005)


O frevo dá mostras de vitalidade

A Orquestra Popular do Recife, do maestro Ademir Araújo, lança Olha o Mateus!, estréia em disco depois de 30 anos de fundada
JOSÉ TELES

Agora não é só figura de retórica. O frevo começa a dar a volta por cima, e promete ser novamente a música reinante no Carnaval pernambucano. Uma prova deste vigor é o CD Olha o Mateus! da Orquestra Popular do Recife (o lançamento será hoje, às 19h, na loja Passa Disco, no Shopping Sítio da Trindade). Não que a orquestra dirigida pelo maestro Ademir Araújo esteja revolucionando o gênero. Fundada em 1975, no auge do Movimento Armorial, a Orqustra Popular do Recife, então dirigida pelo maestro Duda, foi das primeiras a dar uma outra roupagem à música tradicional pernambucana.

Desde 1977, o Maestro Ademir Araújo está a frente da orquestra, que continua valendo-se dos muitos ritmos de Pernambuco, porém sem a ortodoxia do armorialismo, e empregando mais a maleabilidade do mangue-beat. O repertório indo do frevo rasgado ao bumba-meu-boi, passando pelas bandas de pífanos, e reverenciando os centenários Edgar Moraes e Loureço da Fonseca Barbosa, Capiba.

Do disco participam, entre outros, o regueiro Valdi Afonjah, o ex-Mestre Ambrósio Eder ‘O’ Rocha, Marcelo Pretto e Renata Amaral (do grupo paulistano A Barca). A orquestra inclusive usa cavaquinho e baixo elétrico: “Não tem guitarra neste disco, mas posso fazer isso futuramenta, penso até em juntar a orquestra com grupos de rock, uma junção que pode dar numa música nova”, comenta o maestro. Pela maneira que o baixo é usado na faixa-título (pulsante e inquieto, como um Jaco Pastorius carnavalesco) isto não está longe de acontecer. No lançamento, a orquestra tocará parte do repertório do CD.

Matéria publicada no Jornal do Commercio em 25.01.2005


Link: Olha o Mateus! (2005)

Faixas:
01. Frevo na Tempestade
02. Olha o Mateus!
03. Eh! Luanda
04. Cila
05. Alô Recife
06. No Paço Alfândega
07. Caboclinhos nº 05
08. Dona Santa
09. Prá Frente Frevo
10. Dois Pífanos
11. Chegada do Bumba-meu-Boi
12. No Ano 2000
13. Dia de Festa
14. Velhos Tempos de Criança
15. A Dor de Uma Saudade

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Alceu Valença - Ao Vivo No Marco Zero (2006) (link recuperado)


Link: Ao Vivo No Marco Zero (2006)

1. Voltei, Recife - Part. Esp.: Silvério Pessoa
2. Vampira
3. Caia Por Cima de Mim
4. Me Segura, Senão Eu Caio
5. Embolada do Tempo - Part. Esp.: Daúde
6. Dona de 7 Colinas
7. Nas Asas de um Passarinho
8. Beijando a Flora
9. Pirata José
10. Carnaval na Marim
11. Vassourinha Aquática - Part. Esp.: Zeca Baleiro
12. Pot-pourri Cirandas/ Luar de Prata/ Ciranda da Aliança
13. Maracatu - Part. Esp.: Paula Lima
14. Bom Demais

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Zaccarias e Sua Orquestra - Frevo 40 Graus (1961)

Link: Frevo 40 Graus (1961)

Lado A:
01 - deixa de xodó
02 - homenagem à folia
03 - lágrimas de clarinete
04 - sempre atrapalhado
05 - sai dessa
06 - o adeus de lía

Lado B:
07 - recordações de merabeau
08 - pra você
09 - bueno no frevo
10 - segure esse bode
11 - adeus dos foliões
12 - recordando a mocidade

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Antônio Nóbrega - Nove de Frevereiro Vol. II (2007)


Nóbrega faz do frevo um gênero múltiplo

Multiinstrumentista interpreta diversidade de estilos reunidos sob o gênero e faz sua tradução para o violino.

RENATO L
DA EQUIPE DO DIARIO

O título do novo disco de Antônio Nóbrega entrega de imediato o seu conteúdo: Nove de frevereiro - volume II é o segundo CD do projeto idealizado pelo cantor, compositor, dançarino e instrumentista para homenagear o centenário do frevo, a ser comemorado ano que vem. É que, segundo os pesquisadores, o termo apareceu pela primeira vez na imprensa em 9 de fevereiro de 1907, em um artigo do Jornal Pequeno de Recife.

Nóbrega gravou o novo disco (selo Brincante) entre junho e julho em estúdios espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. A empreitada demandou um criterioso trabalho de pesquisa e - detalhe curioso - uma viagem à Bulgária para uma série de aulas com a violinista Eugênia Popova. Foi a solução encontrada por ele para reforçar sua técnica e, assim, driblar as dificuldades de traduzir os frevos para um instrumento (o violino) pouco usual nesse gênero.

Nove de frevereiro explora todo o leque de estilos reunidos sob o rótulo frevo. As composições instrumentais revezam-se com faixas onde Nóbregausa seus dotes vocais. Ele também reserva espaço tanto para o resgate de clássicos quase esquecidos como para as inéditas de sua autoria. Um respeitável time de convidados o ajuda em ambas as tarefas. Nomes como Dominguinhos, Claudionor Germano, Silvério Pessoa, Ná Ozetti, Geraldo Azevedo e Spock.

Vale destacar o belíssimo encarte deste que é o sétimo CD da carreira de Nóbrega. São 60 páginas onde encontramos, entre outras preciosidades, biografias de cerca de 100 nomes de destaque na história do frevo, glossário de passos, fotos do acervo de Pierre Verger, um ensaio fotográfico de Walter Carvalho e um texto do próprio autor. Além de fotos das gravações, letras das músicas e ficha técnica.

Nóbrega não encara o frevo como um gênero estático. Inova na parte instrumental, ao escolher naipes inusitados de instrumentos para cada música. E foge do óbvio nas letras, deixando de lado os tradicionais temas ligados ao carnaval. O mesmo vale para a coreografia: o frevo é o ponto de partida que leva a direções várias, exploradas com respeito, mas também sem temer eventuais fundamentalismos.


Link: Nove de Frevereiro Vol. II (2007)

01 - Fervo
02 - Clovinho no Frevo
03 - Festim
04 - Galo de Ouro
05 - Segura no Meu Braço
06 - Brincando com Clarineta
07 - Por Quem os Blocos Cantam
08 - Pra Vocês Foliões
09 - Avenida Brasil
10 - Tirando a Casaca
11 - Saudosos Foliões/Alegre Bando (Pot Pourri)
12 - Canhão 75
13 - Duas Épocas
14 - Florilégio
15 - Corisco
16 - Melodia Sentimental

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Orquestra Popular do Recife - E o Frevo Continua... (2007)

Um dos maestros mais importantes em atividade em Pernambuco, Ademir Araújo, dirige desde os anos 70 a Banda Municipal do Recife. convidado pelo escritor Ariano Suassuna está desde 1977 à frente da Orquestra Popular do Recife, criada para acompanhar o Balé Popular do Recife, sob inspiração do movimento armorial. Três décadas depois de fundada a Orquesra Popular do Recife lançou o elogiado CD Olha o Mateus, com frevos de rua, cocos, cirandas, caboclinhos e maracatus, seguindo a estética armorial, porém com a assinatura inconfundível de Ademir Araújo. Em 2007 lança o disco E O Frevo Continua... em homenagem aos 100 anos do frevo.


Link: E o Frevo Continua... (2007)

01 - Vassourinhas
02 - E O Frevo Continua...
03 - Camisa Velha
04 - Recife, Estou de Volta
05 - Nelson Ferreira, 100 Anos depois
06 - Mercado da Boa Vista
07 - É Frevo, Minha Gente
08 - Lenhadores em Folia
09 - Aí Vem Os Palhaços
10 - Coqueirinho de Beberibe
11 - Formiga na Cabeça
12 - Teimoso em Folia
13 - Viva O Frevo
14 - Vassourinhas (Variações de Felinho)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Spok Frevo Orquestra - Passo de Anjo (2004)


Spok, O renovador do Frevo

Desconstruindo e reconstruindo o frevo, jovem maestro protagoniza com os músicos de sua orquestra uma revolução musical não isenta de polêmica

Por José Teles

O adolescente Inaldo Cavalcanti Albuquerque caminhava por uma rua de Olinda, no carnaval de 1986, quando foi atraído por um frevo vindo de um carro de som. Era a versão de “Vassourinhas” interpretada pela orquestra do maestro Nelson Ferreira com o antológico improviso de saxofone de Felinho (1896/1980): “Parei na hora. Fiquei de bobeira, e fui até o carro pedir para o cara tocar novamente a música”, relembra Inaldo, o hoje aclamado saxofonista e maestro Spok. Ele é considerado, como Felinho, um renovador da linguagem do frevo, por conta do seu trabalho com a Spok Frevo Orquestra, cujo primeiro CD, lançado no início deste ano, já virou cult entre músicos de todo o país. A novidade da orquestra partiu de uma obviedade, que Felinho havia descoberto na década de 50: em vez de seguir rigorosamente a partitura, por que não enriquecer o frevo com improvisos? Spok foi ainda mais longe. Na Spok Frevo Orquestra todos os músicos improvisam.

No clássico ensaio “Frevo, Capoeira e Passo”, o teatrólogo e músico Valdemar de Oliveira condena as inovações que paulatinamente iam sendo introduzidas no frevo. E ao comentar sobre a “Marcha n°1 de Vassourinhas” tece críticas, sem citar nomes ao improviso de sax, o mesmo que encantou e influenciou o maestro Spok: “Há a lamentar, na execução dessa marcha, hoje em dia, o andamento extremamente rápido e os floreios de saxofone da segunda parte, coisa improvisada por certo virtuose do sax e logo aperfeiçoada por outros. É uma desfiguração lamentável, que responde pelo aceleramento incômodo do andamento”.
Mais na frente Oliveira enfatiza sua convicção de que o frevo não é de aceitar inovações, a não ser as que ocorram como parte de sua evolução natural: “Repita-se o conceito: o frevo-de-rua em Pernambuco vem evoluindo naturalmente. Será erro introduzir nele valores novos, que o povo refugará, com a mais absoluta certeza... no dia em que lhe meterem ingredientes de bossa-nova, de iê-iê-iê, de bop e quejandos, por mais belos, ricos e importantes que sejam, perderá o grau de concentração de que precisa para atiçar a chama do passo”.

Os floreios do tal virtuose do sax, ou seja, Felinho, revitalizaram o frevo, a ponto de hoje não se conceber a execução de Vassourinhas sem eles. Por sua vez, Valdemar de Oliveira, e aí o próprio Spok admite, tinha razão quanto a um frevo turbinado por elementos de outros gêneros continuar sendo apropriado ao passo: “A gente faz frevo-de-rua de palco. Alguns falam em frevo-de-rua jazz. O que eu sei é que quase ninguém dança quando tocamos, preferem ouvir. Já aconteceu de a orquestra estar tocando, pessoas levantarem para dançar e as outras reclamarem”, comenta Spok, acrescentando que a intenção é mesmo esta: “Quando a gente vai assistir a uma exibição de frevo na Casa da Cultura, por exemplo, o que se vê são os passistas à frente da orquestra, da música. Com a minha orquestra, a música é que fica na frente de tudo o mais”.

O próximo professor seria um maestro de banda, Policarpo Quaresma, o Maninho (que vive atualmente na Austrália). Com ele, Spok aprendeu a escrever e a ler música, e seguiu os passos que praticamente todos os grandes maestros de frevo seguiram: entrou para uma banda de música, foi integrante inclusive da lendária Saboeira, de Goiana, de onde saíram, entre outros, o seu futuro mestre, o maestro Duda (é casado com uma neta do maestro): “Para mim, esta é a verdadeira escola. Minha vida durante muito tempo foi banda de música”, continua Spok.

“Na Pancada do Ganzá” – Foi exatamente com um artista considerado conservador, avesso a inovações, Antonio Nóbrega, que Spok reuniu pela primeira vez os músicos que formariam sua já famosa orquestra. Na década de 90, o carnaval pernambucano dividia-se entre a folia sem cordões de isolamento de Olinda, onde predominavam os ritmos pernambucanos, e o carnaval baiano, da Avenida Boa Viagem, cuja trilha era a axé-music. Em 1997, Nóbrega decidiu enfrentar os trios elétricos criando um bloco, o “Na Pancada do Ganzá” (título tomado emprestado a Mário de Andrade) e ousou convidar Chico Science, do Nação Zumbi, para desfilar com ele na avenida. Spok foi também convidado pelo criador de Tonheta, com quem já havia gravado, para animar o “Na Pancada do Ganzá”. No entanto, no dia 7 de fevereiro, uma tragédia frustrou os planos de Antonio Nóbrega. Chico Science faleceu num acidente de carro, no Complexo de Salgadinho: “Fizemos um ensaio com Chico, no Teatro do Parque”, conta Spok. Em reverência a Science, o bloco fez um desfile silencioso e comovente na passarela dos barulhentos trios. Foi o primeiro e único. Mas deixaria como fruto a Spok Frevo Orquestra, montada com a ajuda do primo do maestro, o também saxofonista Gilberto.

Foi mais uma vez acompanhando Nóbrega que Spok mudou o curso de sua música: “Essa coisa da improvisação aprendi com Edson Rodrigues, para mim um dos melhores músicos do país. Com ele comecei a gravar frevos, jingles, a ganhar dinheiro. Mas foi viajando com Nóbrega, em festivais no exterior que comecei a pensar em fazer uma coisa diferente. Eu via aqueles músicos improvisando, e me perguntava por que não se poderia fazer o mesmo com o frevo, que eu tocava tão tradicional, seguindo a partitura, enquanto aqueles músicos faziam jazz”. Spok faz questão de esclarecer o sentido que ele dá ao termo jazz: “Não é o jazz de Charlie Parker, John Coltrane, tem mais a ver com liberdade. Outros músicos já deram tratamento diferente ao frevo. Só que a gente é daqui, pernambucano, conseguimos a liberdade no frevo sem perder a essência”.

Quem acha que Spok já foi muito longe na sua mexida no frevo não perde por esperar: “Tenho umas idéias aí, não sei se já dá para falar sobre isso. Não sei se terá elementos eletrônicos. O que posso adiantar é que umas idéias novas para o frevo-canção. Vamos ver se vão funcionar”.

*Retirado do site Continente Multicultural


Link: Passo De Anjo (2004)

01 Passo de Anjo (João Lyra / Spok)
02 Ponta de Lança (Clóvis Pereira)
03 Nino o Pernanbuquinho (Duda)
04 Ela me Disse (Luciano Oliveira)
05 Frevo da Luz (Luizinho Duarte / Carlinhos Ferreira)
06 Mexe com Tudo (Levino Ferreira)
07 Frevo Sanfonado (Sivuca / Glorinha Gadelha)
08 Nas Quebradas (Hermeto Ferreira)
09 Pontapé (Adelson Viana / João Lyra)
10 Lágrima de Folião (Levino Ferreira)
11 Frevo Aberto (Edson Rodrigues)