sábado, 7 de fevereiro de 2009

Recife Frevoé [2000]

Link: Recife Frevoé [2000]

Link Alternativo: Recife Frevoé [2000]

  1. Lembrando as rainhas (Karoba Nunes)
    Ângela Luz
  2. Um sonhou que durou três dias (Irmãos Valença)
    Quarteto Novo
  3. Dieguito no frevo (Adalberto Cavalcanti)
    Orquestra do Maestro Duda
  4. Vão me levando (Dosinho e Genival Macedo)
    Silvério Pessoa
  5. Sempre Lili (Getúlio Cavalcanti)
    Alessandra Cavalcanti e Coral Recifrevo
  6. Frevo Desejo (Edson Rodrigues e Raul Valença)
    Edílson Silva
  7. Novo Milênio (Francisco dos Santos)
    Orquestra do Maestro Duda
  8. Velhos Carnavais (Edgard Morais)
    Coral Edgard Morais
  9. Diabo Moreno (Samuel Valente)
    Edy Carlos
  10. Frevo Novo (Luiz Paulo Galvão e Paulo Gama)
    Claudinha Beija
  11. Evandro Rabello na Onda (Lourival Oliveira)
    Orquestra do Maestro Duda
  12. Saudade que dói (Fabiana Yvete)
    Coral Recifrevo
  13. Eu quero ver (Manoel Gilberto)
    Dalva Torres
  14. Recordando Lito (Inaldo Moreira)
    Orquestra do Maestro Duda
  15. Guaiamum dourado (José Constantino)
    Orquestra do Maestro Duda

Recife Frevoé [1999]



Link: Recife Frevo É IV [1999]

  1. Nem sempre Lili toca flauta (Carlos Fernando/ Lula Queiroga)
    Quarteto Novo
  2. Vassourinha aquática (Matias da Rocha, Joana Batista, Alceu Valença)
    Alceu Valença
  3. Algodão (Luiz Gonzaga/ Zé Dantas)
    Nana Vasconcelos
  4. Frevo de Saudade (Nelson Ferreira e Aldemar Paiva)
    Zeca Baleiro
  5. Pena de Pavão (Augusto Brandão)
    Ângela Luz
  6. Serpentina Partida (Arthur Lima Cavalcanti e Maximiano Campos)
    Geraldo Maia
  7. Saudade (Aldemar Paiva)
    Jura Figueiredo
  8. Maracatumãos (Osman Carneiro Leão)
    Lula Queiroga
  9. Bairro dos meus amores (José Menezes e Alírio Moraes)
    Dominguinhos
  10. Cala a boca menino (Capiba)
    Reginaldo Rossi
  11. Trezentos carnavais (Miguel Nascimento)
    Expedito Baracho
  12. Se teus bonecos falassem (Getúlio Cavalcanti)
    Banda de Pau e Corda
  13. Poeta da aurora (Luiz Guimarães e Alvacir Raposo)
    Marco Pólo
  14. Fala por mim, saudade (Severino Luiz de Araújo)
    Bubuska
  15. Quesquinhas no frevo (Antônio José Melo)
    Orquestra do Maestro Duda
  16. Lá vem o rei do gado descendo a ladeira (Rodolfo Medeiros)
    Orquestra do Maestro Duda

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Recife Frevoé [1998]


Link: Recife Frevoé [1998]
  1. Sonhei que estava em Pernambuco (Clovis Mamede)
    Lenine
  2. Frevo Nº. 3 (Antônio Maria)
    Leila Pinheiro
  3. Novamente (Luiz Bandeira)
    Geraldo Azevedo
  4. Recife Urgente (Luiz Paulo Galvão - Paulo Gama)
    Chris Queiros
  5. Flor de Lira (Carlos Fernando)
    Chico César
  6. Recife Nagô (J. Michiles)
    Amelinha
  7. Pout-Pourri em homenagem a Jackson do Pandeiro (Sebastião Lopes)
    Silvério Pessoa
  8. Quero ser o seu amor (Getúlio Cavalcanti)
    Teca Calazans
  9. Faísca (Dimas Sedícias - Bráulio de Castro)
    Nono Germano
  10. Pra não chorar (Romero Amorim)
    Coral Edgard Moraes
  11. Há segredos há encantos (Edson Rodrigues - Raul Valença)
    Quinteto Violado
  12. Você está Sozinha (Valdemar de Oliveira - Gildo Branco)
    Moraes Moreira
  13. Vou Piratear por aí (Eric Dayan)
    Almir Rouche
  14. Sabor de frevo (Luiz Guimarães - Alvacir Raposo)
    Walmir Chagas
  15. Sonho dourado (Breno Madureira)
    Don Tronxo
  16. Aninha no frevo (Clóvis Pereira)
    Orquestra de Clóvis Pereira

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Orquestras do Maestro Oséas e Carlos - Carnaval de Olinda [2004]



Para reforçar e manter a tradição de hinos e ritmos do Carnaval olindense, a Prefeitura Popular de Olinda lança, pela primeira vez na história do município, um CD reunindo 16 das principais músicas da mais tradicional Festa de Momo. Como já diz no próprio encarte, o CD foi gravado numa noite chuvosa, no Largo do Amparo, contando com a participação das orquestras dos maestro Oséas e Carlos, além da presença de mais de mil pessoas nos vocais.

"O disco é ao vivo para mostrar a vibração do público ao cantar os hinos do Carnaval olindense", destaca o secretário de Patrimônio, Ciência e Cultura do município, Toinho Alves. "A idéia de reunir as músicas num CD surgiu da necessidade de se homenagear os compositores da cidade", completa.

DOWNLOAD: Orquestras do Maestro Oseas e Carlos - Carnaval de Olinda [2004]

01 - elefante de olinda
02 - três da tarde
03 - hino do ceroula
04 - envenenado
05 - hino da pitombeira
06 - cariri de olinda
07 - urso cascudo do amparo
08 - banho de conde
09 - dois de macacão
10 - o homem da meia-noite
11 - regresso dos donzelinhos
12 - tarado da sé
13 - trinca de ás
14 - dez de charque e uma latinha
15 - música, mulheres e flores
16 - Carnavália Olindense

Orquestra de Frevo Vassourinhas de Olinda - Vassourinha de Olinda [2000]


Link: Vassourinhas de Olinda [2000]

01 - vassourinhas
02 - três da tarde
03 - dois de macacão
04 - menino da tarde
05 - nó cego
06 - brasil e espanha
07 - fátima
08 - marca olho
09 - a chave de tudo é o segredo
10 - lessa no frevo
11 - amparo no frevo
12 - cerveja antarctica
13 - ivone
14 - vamos encostar
15 - música, mulheres e flores
16 - regresso do bola de ouro

Orquestra de Frevo Vassourinhas de Olinda - Vassourinhas de Olinda




Link: Vassourinhas de Olinda

01 - música mulheres e flores
02 - vamos encostar
03 - três da tarde
04 - menino da tarde
05 - marca olho
06 - fátima
07 - zé de barros não é o cão mas atenta
08 - elefante de olinda
09 - bate-bate com doce
10 - banho de conde
11 - hino da troça ceroulas
12 - dois de macacão
13 - dengosa
14 - ivone
15 - lessa no frevo
16 - é de rasgar a camisa
17 - saudades de alguém
18 - última troça
19 - aguenta o cordão
20 - recordação de mirabeau
21 - mordido
22 - frevo do norte
23 - vassourinhas de levino
24 - vassourinhas

Maestro Nunes - Locomotiva do Frevo Vol. I (2003)




José Nunes de Souza, o Maestro Nunes, nasceu em 22 de junho de 1931, em Vicência, Pernambuco. O garoto humilde, aos 9 anos, já tocava em bandas de cidades do interior. Em 1950 veio para o Recife, onde integrou diversas bandas, dentre elas Banda Manoel Óleo, União Operária da Macaxeira e Banda do Liceu de Artes e Ofícios. Foi também integrante da Banda do Cassino Americano e da Banda da Cidade do Recife. Foi classificado em primeiro lugar como clarinetista e participou do MCP (Movimento de Cultura Popular). É graduado em Música pela Universidade Federal de Pernambuco e em Regência pela Faculdade de Filosofia do Recife.
José Nunes de Souza, o Maestro Nunes, nasceu em 22 de junho de 1931, em Vicência, Pernambuco. O garoto humilde, aos 9 anos, já tocava em bandas de cidades do interior. Em 1950 veio para o Recife, onde integrou diversas bandas, dentre elas Banda Manoel Óleo, União Operária da Macaxeira e Banda do Liceu de Artes e Ofícios. Foi também integrante da Banda do Cassino Americano e da Banda da Cidade do Recife. Foi classificado em primeiro lugar como clarinetista e participou do MCP (Movimento de Cultura Popular). É graduado em Música pela Universidade Federal de Pernambuco e em Regência pela Faculdade de Filosofia do Recife

Download: Locomotiva do Frevo

01 - cabelo de fogo
02 - coquinho no frevo
03 - exaltação de renato uchoa
04 - santa
05 - frevo dos motoristas
06 - bala doida
07 - é de perder os sapatos
08 - segurando a peteca
09 - formigueiro
10 - manda chuva
11 - mosquetão
12 - sesquicentenário do diário de pernambuco
13 - é de rasgar camisa
14 - vamos encostar
15 - bomba relógio
16 - humberto franklin no frevo
17 - recordando tidê
18 - folhas que não caem
19 - coque-quente
20 - leocádia

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Jackson do Pandeiro - Frevos (coletânea)


Coletânea de alguns (ótimos) frevos gravados por Jackson do Pandeiro.

Link: Jackson do Pandeiro - Frevos

bloco do pega pega
frevo do bi
mão na toca
me dá um cheirinho
minha marcação
naquela base
papel crepom
quem não chora não mama
vou ter um troço

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

v.a. - frevo de bloco vol II

Link: Frevo de Bloco Vol II

01 - evocação nº 3 - bloco mocambinho na folia
02 - a verdade é esta - bloco rebeldes imperiais
03 - marcha da folia - bloco rebeldes imperiais
04 - bloco da vitória - bloco madeiras do rosarinho
05 - a vida é um carnaval - bloco mocambinho em folia
06 - mágoa - coral feminino
07 - pierrot - bloco mocambinho em folia
08 - alegria de folião - coral feminino
09 - velhas batalhas - coral feminino
10 - recife do meu coração - coral feminino
11 - de onde é você - coral feminino
12 - caminhando e cantando - coral feminino
13 - mantendo a tradição - coral do bloco da saudade
14 - madeiras do rosarinho - coral feminino
15 - hercy - coral feminino
16 - cidade veneza - coral feminino
17 - missão de bernadete - coral feminino
18 - a canção do amor - coral feminino

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

v.a. - frevo de rua vol II

Link: frevo de rua vol. II

01 - vassourinhas - orquestra mocambo e felinho
02 - frevo do bairro do recife - banda do 14 RI
03 - capital do frevo - banda do 14 RI
04 - furacão do frevo - banda da PM-PE
05 - metralhadora ina - banda do 14 RI
06 - trinca de 21 - banda da PM-PE
07 - porta-bandeira - banda do 14 RI
08 - largando a lenha - banda do 14 RI
09 - é de lascar - banda do 14 RI
10 - amália no frevo - banda do 14 RI
11 - perguntas e respostas - banda do 14 RI
12 - recordando a tabajara - orquestra de frevos
13 - mordido - orquestra de frevos
14 - faca cega - jovelino e sua orquestra
15 - vai e vem - orquestra de frevos mocambo
16 - maçarico - orquestra de frevo
17 - novo recife - orquestra de frevos
18 - evanildo maia e sua orquestra

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Claudionor Germano - Capiba: 25 anos de frevo

Por ele mesmo

Sempre compus todo gênero de música. Gosto também, e muito, do frevo porque me da uma constante sobrevivência artística, como compositor. Apresento-me nos carnavais pernambucanos desde 1934, para manter uma fogueira que vem acesa desde os idos da década de 20, ou melhor, para não deixar cair a peteca. Mas, meu fraco mesmo são as canções, valsas e serestas.

Quando cheguei no Recife, em setembro de 1930 para trabalhar no Banco do Brasil S/A, tratei, logo, de organizar com outros colegas estudantes, a Jazz Band Acadêmica, orquestra que dominou os salões do Recife naquela época. Na qualidade de diretor da orquestra que fundara eu tinha que ser acadêmico. E, para tal, tentei o vestibular de direito, em 1931, para poder ostentar o honroso título de acadêmico, uma vez que os demais elementos de orquestra eram todos estudantes superiores. Onde eu morava, muito embora dormisse no quarto onde nasceu o grande abolicionista, Joaquim Nabuco, não cheguei a assimilar os seus conhecimentos e ensinamentos e, por isso, levei pau no vestibular daquele ano.

No ano seguinte passei no vestibular. Não estava, portanto, enganando a mais ninguém. Era de fato e de direito, acadêmico para todos os efeitos. (Hoje, com o correr dos tempos, não se diz mais acadêmico e sim, universitário). A honra do patrono da Fundação Joaquim Nabuco estava salva. E, por causa dessa minha teimosia de ser estudante de Direito, terminei como bacharel em 1938. Está aí, mais uma coisa que a música me deu,- não sei se boa ou má. Só de uma coisa eu sei: nunca fui buscar o meu diploma que, certamente, está armazenado na Secretaria da famosa primeira escola de Direito do país.

Eu disse acima que meu fraco são as canções, valsas, serestas e são mesmo. Daí, ter lançado em 1931, o meu cartão de visita como compositor da VALSA VERDE, com belos versos de Ferreyra dos Santos. Com esta valsa abriram-se os caminhos para o tímido matuto de Surubim, que eu era. Vieram outros sucessos. Em 1932, É DE TORORÓ, com letra de Ascenço Ferreira, gênero de música lançado por mim, nos salões do Recife, à frente da Jazz Band Acadêmica. Em 1933, CORAÇÃO, QUE MAIS QUERES? com versos do poeta Leovigíldo Júnior. Novo sucesso em 1934: É DE AMARGAR - frevo que todo o Recife cantou em uníssono, no carnaval daquele ano. Esse frevo é, até hoje, lembrado nos salões dos grandes e pequenas clubes da Capital do Frevo - Recife. Daí diante nada mais tenho a dizer sobre canções de carnaval todo o Recife conhece a minha trajetória.

Tenho feito, no decorrer de todos estes anos, uma série interminável de canções com os maiores poetas brasileiros e, até estrangeiros. Posso citar dentre eles, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes, Aríano Suassuna, Carlos Penna Filho, João Cabral de Mello Neto, Alfonsus Guimarães, Ascenço Ferreira, Jorge de Lima, Geraldo Brasil, Jayme Griz, Langston Hughes e muitos outros.

Para o Teatro do Estudante e para o Teatro Popular do Nordeste (TPN), do qual fui Presidente e compositor oficial musiquei varias peças, como: "A Pena e a Lei", de Ariano Suassuna, "Mandrágora" de Maquiavél,- "Dom Perlimpim com Beliza em seu Jardim", de Garcia Lorca,- "Cabra Cabriola", de Hermilo Borba Filho e, mais recentemente, "0 Coronel de Macambira", do poeta Joaquim Cardoso, entre outras. Antes, eu havia musicado uma crônica do Jornalista Guerra de Holanda, saída na sua seção "Bacia de Pilatos-, do Diário da Noite, com o título: Haja Pau, posteriormente transformada em peça para o Teatro de Bonecos, por José de Moraes Pinho.

Tomei parte no Movimento Armorial lançado por Ariano Suassuna no início da década de 70, compondo uma peça em 3 movimentos, que se chama SEM LEI NEM REI, título do romance de Maximiano Campos, publicado pela Edítora"0 Cruzeiro em l968. Essa peça foi a primeira coisa que se fez, no gênero, a pedido do próprio criador do movimento.

Não podia deixar de render, aqui, as minhas homenagens ao meu mestre e amigo Maestro Guerra Peixe, que me possibilitou a oportunidade de enveredar por um caminho da música, não digo erudita, mas de um caráter mais elevado. A minha amizade com Guerra Peixe começou quando Teófilo de Barros Filho, ainda em São Paulo, pediu que ele orquestrasse a minha SUITE NORDESTINA, feita originalmente para piano. Esta peça, em 5 movimentos, que foi executada pela Orquestra Sinfônica do Recife, sob a regência do Maestro Vicente Fittipaldi, foi composta aproveitando a idéia, digo a sugestão, de cinco quadros de uma exposição do grande pintor e amigo Lula Cardoso Ayres. Aproveitando a vinda do Maestro Guerra Peixe ao Recife, a chamado da Rádio Jornal do Commercio, no final dos anos 50, recebi do mesmo, aulas de composição e harmonia, o que me proporcionou uma maior consciência no que compunha. No decorrer das aulas compus algumas peças para piano (INSTANTÂNEOS n0 I e n0II), uma peça para flauta-solo, em 2 movimentos, que dediquei ao flautista argentino Esteban Eitler, que a executou não só no Brasil, como pelo resto do mundo. Foi, para mim, uma experiência de grande valor.

Não cultivei esse gênero de música, porque era muito difícil de ouvi-las executadas e, acima de tudo, porque já estava muito acostumado com o sucesso fácil de minhas produções populares.

Capiba
Agosto - 1982




01 - É de amargar/tenho uma coisa para lhe dizer
02 - Manda embora essa tristeza/ Quem vai pra farol é bonde de olinda
03 - Júlia/ Casinha pequenina
04 - Gosto de te ver cantando/ Linda Flor da madrugada
05 - quem me dera/ teus olhos
06 - Não sei o que fazer/ que bom vai ser
07 - Quando é noite de lua/ e nada mais
08 - Morena cor de canela/ os melhores dias da minha vida
09 - Quando se vai um amor/ você faz que não sabe
10 - Deixa o homem se virar/ a pisada é essa/ vamos pra casa de noca
11 - Ai se eu tivesse/ que é que vou dizer
12 - Nos cabelos de rosinha/ modelos de verão

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Orquestra do Maestro Oséas - Frevo Indecente



Primeira execução do frevo nº1 da Troça Carnavalesca Mista O Indecente.

Orquestra Super Oara - Capiba Cidadão Frevo


Link: Capiba, Cidadão Frevo

01 - é de amargar
02 - linda flor da madrugada
03 - a pisada é essa
04 - cala a boca menino
05 - oara no carnaval
06 - oh! bela!
07 - frevo e ciranda
08 - juventude dourada
09 - trombone de prata
10 - cidadão frevo
11 - ai que saudade me dá
12 - só pensa naquilo
13 - fuzaka
14 - capiba no frevo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

v.a. - por amor ao frevo 2


Link: Por Amor ao Frevo

01 - eu quero é frevar
02 - mestre louro
03 - ala de folião
04 - a voz do frevo
05 - um queê que atrái
06 - seu biota mais elisa
07 - cabeça de camarão
08 - passista embreagado
09 - olha o bamburim
10 - histórias de fuscão
11 - tô ficando maluco
12 - um século de frevo
13 - eu sou o frevo
14 - relembrando francisquinho
15 - evoé dimas sedícias
16 - ---

sexta-feira, 25 de julho de 2008

J. Michiles - Asas do Frevo [2007]

Asas do frevo reúne maiores sucessos do compositor sendo interpretados por nomes como Maria Bethânia, Chico César, Claudionor Germano, Alceu Valença e Daniela Mercury

Em 1966, um fusquinha, objeto de desejo de todo brasileiro, custava R$ 7 milhões. Uma fortuna. Era de R$ 5 milhões o prêmio para o primeiro lugar no concurso Uma canção para o Recife, instituído, naquele ano, pela prefeitura. Não é de admirar, portanto, que 400 músicas tenham sido inscritas no certame. Praticamente todos os grandes compositores da época concorreram, inclusive Capiba.

O resultado final foi uma surpresa. A composição vencedora foi Recife, manhã de sol, de um autor desconhecido, de apenas 21 anos, chamado José Michiles da Silva. Ele só não era um estreante, porque, dois anos antes, tivera uma composição (o calipso Não quero que tu chores) como lado B de um compacto do grupo, da Jovem Guarda, Os Golden Boys (o lado A trazia Quero afagar tuas mãos, versão de I want to hold your hands, dos Beatles).

Quatro décadas depois, J.Michiles é um compositor consagrado: composições suas gravadas por Alceu Valença tornaram-se clássicos do repertório carnavalesco, não apenas pernambucano, mas brasileiro. Roda e avisa (em parceria com Edson Rodrigues), Diabo louro, Vampira, Bom demais, Me segura senão eu caio – a lista é extensa, e a parte mais expressiva dela foi reunida num disco batizado de Asas do frevo, o carnaval de J.Michiles.

O projeto nem foi concebido com pensamento na data redonda, a idéia era mais colocar lado a lado “os filhos” espalhados por discos do citado Alceu Valença, Elba Ramalho, Claudionor Germano, Almir Rouche, André Rio.

“Era um trabalho que vinha amadurecendo há bastante tempo, levei dois anos para concluir. Foi trabalho mesmo, principalmente por querer um disco bonito, bem realizado, afinal não seria apenas um CD, mas o CD da minha vida, da minha obra”, diz o compositor.

Para chegar a este CD, J.Michiles primeiramente gravou as bases e a voz-guia para enviar para os artistas convidados. Naturalmente de muitos ele é amigo. A tarefa árdua foi com os não-pernambucanos, ou os que vivem há anos fora do estado.

“Esperava que a acolhida destes artistas fosse boa, mas não tanto como aconteceu. Chico César, depois que recebeu uma composição gravada por mim, como voz-guia, me ligou de volta e confessou ter ficado honrado em participar do projeto. A empresária de Maria Bethânia disse que ela ficou emocionada com a música que mandei, Recife, um dia de sol”, conta J.Michiles.

O título Asas do frevo leva a Asas da América, projeto renovador do frevo, empreendido no começo dos anos 80 pelo compositor caruaruense Carlos Fernando, que também congregava uma ecumênica equipe formada por alguns dos maiores nomes da MPB da época. Asas do frevo repete o feito, com 20 faixas, e estrelas do porte da citada Maria Bethânia, Geraldo Azevedo, Daniela Mercury e Chico César. Repete o feito, mas não a fórmula: a sonoridade aqui é marcada pela produção de César Michiles (filho de J.Michiles), que já domina suficiente o estúdio para ter uma assinatura própria como produtor.

Um disco repleto de momentos antológicos

Um pot-pourri com trechos de algumas composições de Michiles é o aperitivo para as 19 faixas que compõem seu novo trabalho. Embora não domine as sutilezas do idioma do frevo, Daniela Mercury, acostumada a quadradice harmônica do axé, se sai bem em Saudando o Brasil, com um arranjo temperado com baianidade. Já o paraibano Chico César, com Naná Vasconcelos, vai de Recife nagô, um maracatu com uma levada que lembra Refavela, de Gilberto Gil. Irrompem metais rasgados num dos hinos do Carnaval pernambucano, Fazendo fumaça, com Fafá de Belém, grande voz, mas que canta frevo com uma suavidade que não casa com o gênero.

Vampira, com Silvério Pessoa, é interpretado como o frevo pede, com ímpeto de quem vai fazendo o passo no meio da rua apinhada de gente, e tem que puxar pelo gogó. É este ímpeto que faz os pernambucanos imprimirem mais energia nos frevos (ainda uma música paroquial, cuja linguagem só é falada sem sotaque pelos da terra). Mais metais em fúria na antológica Roda e avisa, com Elba Ramalho, cuja “pronúncia” do frevo não erra nos tempos fracos e fortes. Desnecessário dizer que Queimando a massa é perfeito com Claudionor Germano, assim como Diabo louro, com Alceu Valença, melhor tradutor da música de J.Michiles.

Que o frevo precisa de um pernambucano para ser interpretado sem que nenhuma de suas particularidades sejam esquecidas, é um fato repetido por todos os especialistas, e que aqui é ratificado por Louro Santos, em Babado da morena. Ele é compositor e cantor de brega, mas cresceu com o frevo, e sabe falar sua linguagem, mesmo não sendo estrela do Carnaval. É o que falta a Geraldinho Lins, que amacia Bom demais, um dos mais dos mais “arrastadores” e irresistíveis frevos de J.Michiles.

E aí nem é questão de potência vocal. Lula Queiroga, que não é exatamente um Caruso, traz a dose exata de “frevura” a outro clássico de Michiles, Me segura senão eu caio. O mesmo para Amelinha com Espelho doido. Completam o repertório Geraldo Azevedo, com Pernas pra que te quero, Almir Rouche, com Ponta de pata, Gustavo Travassos, com Folia do galo, Walmir Chagas e o maracatu Ribombo, e Antonio Nóbrega, com sonhos de pierrô.

O disco é fechado com a Spok Frevo Orquestra, Dominguinhos e César Michiles e o único frevo-de-rua do CD, Capibaribe. O destaque do disco é a quarentona Recife, manhã de sol, com Maria Bethânia. É certo que o frevo-de-bloco vira marcha-rancho, porém o que conta mais aqui é a interpretação pungente e definitiva da primeira-dama da MPB, na mais lírica composição de J.Michiles. Será um crime se este disco não tocar no rádio (o CD só chega às lojas na primeira semana de janeiro).

*texto escrito por José Teles



Faixas: 
01 Abertura - Victor Michiles & Coral Misto
02 Saudando O Brasil - Daniela Mercury
03 Recife Nagô - Chico Cesar & Naná Vasconcelos
04 Fazendo Fumaça - Fafa De Belem
05 Vampira - Silverio Pessoa
06 Folia Do Galo - Gustavo Travassos
07 Roda E Avisa - Elba Ramalho
08 Queimando A Massa - Claudionor Germano
09 Recife Manhã De Sol - Maria Bethania
10 Pernas Prá Que Te Quero - Geraldo Azevedo
11 Virando Bagaço - Andre Rio
12 Ponta Da Pata - Almir Arouche
13 Diabo Louro - Alceu Valença
14 Babado Da Morena - Louro Santos
15 Me Segura Senão Eu Caio - Lula Queiroga
16 Bom Demais - Geraldinho Lins
17 Espelho Doido - Amelinha
18 Ribombo - Walmir Chagas
19 Sonhos D! e Pierrô - Antonio Nobrega
20 Capibaribe - Spok Frevo Orquestra & Dominguinhos

sábado, 12 de julho de 2008

Chico César - Francisco Forro y Frevo [2008]


O cantor e compositor Chico César mergulha no espírito duas principais festas populares nordestinas (o carnaval e os festejos juninos) para criar um disco alegre em que o foco encontra-se na força dos ritmos que animam essas festas: o frevo e o forró. E ainda no diálogo que esses ritmos têm naturalmente com bits universais. Por exemplo: o xote com o reggae, o frevo e o arrasta-pé com o ska. No que se refere especificamente ao frevo, uma novidade: a junção da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador dos anos 70, em que a folia estava sob o comando de Dodô e Osmar. Para buscar uma sonoridade universal chamou o produtor Bid (o mesmo do segundo disco de Chico Science e Nação Zumbi), com quem divide a produção do álbum. A mixagem é de Mário Caldato Jr. O tempero nordestino fica por conta da presença de músicos da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco. Entre eles, o grande Armandinho e seu pau elétrico (homenageado no disco) e Spock e sua orquestra (representando a renovação do gênero pernambucano).Entre os convidados a voz do frevo Claudionor Germano, um verdadeiro mito que segue cantando com voz firme como nos velhos tempos da gravadora Rozemblit. Dominguinhos empresta sua voz e sanfona na música “Deus me Proteja” e Seu Jorge é o convidado em “Dentro”. O disco é composto basicamente de inéditas do próprio Chico César. Com apenas uma regravação: a "Marcha da Cueca", do já falecido e também paraibano Livardo Alves ("Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato...). Enfim, um disco leve para tocar nas ruas e nas pistas, com forte apelo regional e internacional. Para levantar a poeira e o astral, inspirado no saudável estado de espírito com o qual o povo nordestino encara e faz suas festas.

Link: Francisco Forró y Frevo [2008]

Faixas:
01. Girassol
02. Feriado
03. A Marcha da Calcinha e a Marcha da Cueca (Medley) - Part. Claudionor Germano
04. Comer na Mão
05. Humanequim
06. Dentro - Part. Seu Jorge
07. Abaeté, Abaiacu e Namorado
08. Deus Me Proteja - Part. Dominguinhos
09. Armando
10. Zabé
11. Solto na Buraqueira
12. Ociosa
13. Eletrônica
14. Pelado - Part. Armandinho

sábado, 5 de abril de 2008

Grêmio Musical Henrique Dias



O Grêmio Musical Henrique Dias é a primeira escola profissionalizante de músicos de Olinda sem fins lucrativos. Iniciou suas atividades em 1954 e realiza, até hoje, programas educacionais, culturais e de desenvolvimento comunitário na cidade Alta de Olinda-PE. São ações voltadas, prioritariamente, para alunos da comunidade de baixo poder aquisitivo. O grêmio tem, em seu currículo, mais de dois mil músicos formados que atuam no mercado musical pernambucano e formou, paralelamente, a Orquestra Henrique Dias em 2006. Dirigida pelo Maestro Ivan do Espírito Santo, a Orquestra tem um repertório de frevos, cocos, maracatu e outros ritmos pernambucanos.
O que segue são algumas faixas do disco O Tema É Frevo que também estão disponíveis no myspace da orquestra.
Vale lembrar que além de toda sua importância histórica e social, o grêmio Henrique Dias se aliou com os músicos da chamada cena musical de Olinda e juntos formam a Orquestra Contemporânea de Olinda, que é um grupo brilhante com músicas que conseguem conter de forma harmoniosa diversas vertentes da música pernambucana e latina ao frevo.

Conheça mais:
http://www.myspace.com/orquestrahenriquedias
http://www.myspace.com/orquestracontemporaneadeolinda

Link: Grêmio Musical Henrique Dias

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