sábado, 5 de março de 2011

Som da Terra - Te Vira no Frevo [2011]



Faixas:
01- Fuá
02- Cometa Mambembe
03- Exagerado
04 - Frevo Som da Terra
05- Whisky a Go Go
06 - Sonífera Ilha
07 - Em Plena Lua de Mel
08 - Balança o Saco
09 - Ciúme
10 - Só você
11- Sonho Pernambucano
12- O galo no céu

Som da Terra - Na terra ou no céu o maior carnaval [2008]



Faixas:
01 - O galo no Céu
02 - Balança o Saco
03 - Frevo Som da Terra
04 - Pegando Fogo
05 - Arrepiou
06 - Olinda Capital
07 - Pelas Ladeiras
08 - Tutti Energia
09 - Atrás do Bloco
10 - No meio do Mundo
11 - Pega Leve Menina
12 - Amor que fica
13 - Sonho Pernambuvano
14 - Recife Terra do Galo

terça-feira, 1 de março de 2011

SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007) [link recuperado]


100 Anos do Frevo


A data de 9 de fevereiro foi oficializada como o dia de nascimento do frevo, tomando-se como referência a primeira vez que a palavra foi publicada na imprensa pernambucana, uma descoberta do pesquisador Evandro Rabelo, no extinto Jornal Pequeno, de 9 de fevereiro de 1907, na coluna Carnaval sobre um ensaio do bloco Empalhadores do Feitosa : “...O seu repertório é o seguinte: marchas: “Priminha”, “Empalhadores”, “Delícias”, “Amorosa”, “O Frevo”, “O Sol”, “Dois Pensamentos”...” Nesta época “frevo” ainda não designava um gênero musical, mas a folia, um frege, um forrobodó, como se lê no Jornal do Commercio, do Recife, em 2 de fevereiro de 1921: “Todo mundo comprava alguma coisa para os três dias de momo, dando a entender que o frevo vai ser colossal”, ratificada por esta nota, no mesmo jornal, em 31 janeiro de 1935: “Realizou-se ontem em Campo Grande mais um ensaio do Maracatu Estrela Brilhante. O frevo foi bem concorrido”, ou seja, usava-se a palavra até para um batuque de maracatu de baque virado.

Embora não se saiba com exatidão o ano exato em que o dobrado, a polca, o maxixe, amalgamaram-se para se tornar uma nova música, não se tem dúvida de que “frevo” deriva-se de “frever”, corruptela fazendo a marcação em moto contínuo, o pode ser aqui conferido com Alceu Valença cantando O Homem da Meia-Noite, famoso personagem do carnaval de Olinda (composição dele e Carlos Fernando, produtor deste álbum).

O frevo pernambucano teve seu apogeu, como música radiofônica de meados dos anos 50 a fim dos 60, quando era lançado pela Gravadora Rozenblit, que iniciou suas atividades em 1953 (fechou as portas em meados dos anos 80). Até então os frevos eram gravados no Rio, nem sempre com resultados aprovados pelos especialistas). Foi a partir da Rozenblit que Capiba e Nelson Ferreira tiveram grande parte de sua obra registrada em vinil, e que o cantor Claudionor Germano tornou-se quase sinônimo de frevo. O gênero entrou num processo de estagnação com a falência da Rozenblit. Em 1969, no entanto, com “Atrás do Trio Elétrico”, Caetano Veloso suscitou discussões no Recife. Esta música era frevo? O frevo deveria ser modernizado? Deveria, disseram Carlos Fernando e J.Michiles, que compuseram frevos-canção com sabor pop e temática contemporânea, tais como Tempo folião, parceria de Carlos Fernando com Geraldo Azevedo, que a interpreta, e a citada “O Homem da Meia-Noite”. J.Michiles comparece com “Me Segura Se Não Eu Caio”, na voz de Ney Matogrosso.

Apesar dos puristas, o frevo tem alguns clásicos compostos fora de Pernambuco, e aqui estão “Frevo Diabo” (Chico Buarque e Edu Lobo), cantado por Edu Lobo, “Frevo Rasgado” (Gilberto Gil e Bruno Ferreira), na voz de Elba Ramalho, e o polêmico “Atrás do Trio Elétrico”, interpretado por Silvério Pessoa, ele também um revitalizador do gênero, com o disco “Micróbio no Frevo” (Genival Macedo), aqui cantada por Gilberto Gil. Capiba começou a modernizarr seu frevo com “De Chapéu de Sol Aberto” (com Ferreira dos santos) , de 1972, regravado por Vanessa da Mata. Esta evolução de uma música que nos anos 80 esteve ameaçada de tornar-se uma espécie de dixieland para turista, culminou com o surgimento, três anos atrás, da Spokfrevo Orquestra. Inaldo Cavalcanti, o maestro Spok (pelas orelhas de lóbulos pontudos como as do personagem doutor Spock, do seriado de TV), chegou com uma nova concepção de arranjos e orquestração, tocando frevo para ser também ouvido, não apenas dançado. Na Spokfrevo Orquestra todos os músicos têm direito a improvisações. Escutem neste disco o arranjo para “Último Dia”, de Levino Ferreira, guiada pela guitarra, com espaços para variações do tema por os instrumentos.

Nesta pisada, os foliões vão continuar a bradar o grito de guerra “Olha o Frevo” ainda por muitos e muitos carnavais, e o frevo marchará para mais um centenário. Quem viver, fará o passo!

José Teles (jornalista, crítico de músico, pesquisador, autor de, entre outros, do livro Do frevo ao manguebeat, pela Editora 34).[fonte]

Links:
SpokFrevo Orquestra & Vários Artistas - 100 Anos de Frevo (2007)

Faixas:
• CD 1 (Instrumental)
01 Três da Tarde (Lídio Macacão)
02 Aninha no Frevo (Clóvis Pereira)
03 Frevo da Meia-Noite (Carnera)
04 Duas Épocas (Edson Rodrigues)
05 Luzia no Frevo (Antonio Sapateiro)
06 Mordido (Alcides Leão)
07 Último Dia (Levino Ferreira)
08 Nilinho no Passo (Duda)
09 Duda no Frevo (Senô)
10 Gostosão (Nelson Ferreira)
11 Passo de Anjo (João Lyra / Spok)
12 Freio a Óleo (José Menezes)
13 Cabelo de Fogo (Nunes)
14 Fantasia Carnavalesca (Matias da Rocha / Joana Batista)

• CD 2
01 Micróbio do Frevo (Genival Macedo)
02 Frevo nº 1 (Antônio Maria)
03 Energia (Lula Queiroz)
04 Valores do Passado (Edgard Moraes)
05 Homem de Meia Noite (Carlos Fernando / Alceu Valença)
06 De Chapéu de Sol Aberto (Capiba)
07 Tempo Folião (Carlos Fernando / Geraldo Azevedo)
08 Frevo Rasgado (Gilberto Gil / Bruno Ferreira)
09 Me Segura se Não eu Caio (J. Michiles)
10 Último Regresso (Getúlio Cavalcanti)
11 Frevo Diabo (Edu Lobo / Chico Buarque)
12 Atrás do Trio Elétrico (Caetano Veloso)
13 Frevo nº3 (Antônio Maria)
14 Bom Danado (Luiz Bandeira / Ernani Seve)
15 Madeira que Cupim não Rói (Capiba)
16 Evocação nº1 (Nelson Ferreira)
17 Aurora de Amor (Romero Amorim / Maurício Cavalcanti)

Executado pela SPOK FREVO ORQUESTRA

Bateria: Adelson Silva
Baixo: Hélio Silva
Guitarra: Renato Bandeira
Percussão: Dedé, Augusto Silva
Trompetes: Enok Chagas, Pêto, Lampadinha, Papalégua, Germerson Neto e Fábio Costa
Sax: Spok, Gilberto Pontes e Gilmar Black